Saúde & Bem-estar

Você já ouviu falar do “Setembro Amarelo”?

No Brasil, várias organizações de saúde criaram a campanha que ocorre todos os anos no mês de setembro, desde 2015, com o objetivo de incentivar a reflexão acerca das doenças mentais e conscientizar a população de que os sintomas da depressão, bipolaridade, síndrome do pânico e outros não são “frescuras” e sim patologias que precisam ser tratadas.

Muitas vezes não percebemos alguns comportamentos de amigos, parentes ou colegas de trabalho que poderiam ser indicativos, por exemplo, de futuras ou iminentes tentativas de suicídio. Aliás, o “Setembro Amarelo” brasileiro inspirou-se na data de 10/09, instituída pela OMS, como o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio. Portanto, a reflexão sobre esse tema requer a busca de informações para que, efetivamente, possamos detectar nas falas e comportamentos dos que nos cercam, possíveis sintomas de alguns desses transtornos. E, com isso, ouvir e dar atenção ao que antes passaria despercebido.

Doenças como depressão, síndrome do pânico, ansiedade e outras não se restringem a uma determinada classe social, cor ou gênero.  Atingem grande parte da população e antes que busquemos as causas de tamanha “epidemia”, o mínimo que podemos fazer no nosso dia a dia é sentir e demonstrar mais solidariedade com o próximo.

Em tempos de redes sociais, cresce o número de pessoas que são ofendidas por comentários agressivos, e que ainda não perceberam a força que as palavras têm. Muitas acham que internet é “terra de ninguém” e podem sair falando o que bem entendem, sem qualquer tipo de filtro, e não percebendo o quanto elas podem desencadear uma crise em quem está do outro lado da tela.

Eu vi uma pesquisa, dias atrás, que demonstrava que a internet tem diminuído a capacidade das pessoas de sentirem empatia. E isso é real! Não precisa pesquisar muito no Facebook ou Instagram para ver essa realidade de perto.  Além deste tipo de comportamento, é tragicômico ver pessoas postando sobre o “Setembro Amarelo” e sequer estendendo a mão para ajudar alguém. Muita falácia. Na vida agitada e cheia de compromissos, não temos tempo de servir de ‘depósito” de ninguém, não é mesmo? Cada um com seus problemas.

Precisamos resgatar dentro de nós o ser compassivo que apoia, que escuta. Temos mil e uma atividades diárias, é verdade, então o que são alguns minutos de atenção a alguém que só quer (e precisa) ser ouvido? É nesse momento em que se pode salvar a vida desse alguém.

Entender um pouco sobre essas doenças da alma, doar um pouco de nós mesmos aos que necessitam é uma forma de frear a ignorância e a indiferença que assolam a nossa época.

E você que lê essas linhas e está passando por momentos difíceis não hesite em pedir ajuda, busque a companhia dos que te querem bem e saiba que é possível encontrar a si mesmo em meio a uma tempestade.  Tem uma música de um cantor e compositor chamado Belchior que diz:

“Tenho sangrado demais,

Tenho chorado “pra cachorro”

Ano passado eu morri,

Mas esse ano eu não morro.”

Não morra mais e venha ver que há vida lá fora.


Autor(a): Adriana Marques
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