Saúde & Bem-estar

Terra Viva – Novas tecnologias para valorizar resíduos

Adequar as nossas cidades, construções e habitações ao bem-estar das populações, de forma equilibrada com o ambiente e natureza – é este o objetivo que as Nações Unidas pretendem promover com a instituição deste dia.

Todos os anos, desde 1986, a primeira segunda-feira de outubro é dedicada, pelas Nações Unidas, a questões relacionadas com a habitação.

“Novas Tecnologias Para Valorizar Resíduos” (tradução livre): é este o tema deste ano de 2019, que terá como anfitriã para as iniciativas de divulgação e debates a Cidade do México.

Esta iniciativa anual pretende promover a reflexão sobre a evolução das nossas cidades e vilas, na perspetiva do direito básico de todos a uma habitação que seja adequada e inserida numa urbanização equilibrada com as populações e com o ambiente. As Nações Unidas relembram que o futuro das nossas cidades é da responsabilidade de todos.

O tema habitação não se pode limitar à perspetiva de moradia familiar ou individual: a habitação é muito mais do que isso, é urbanismo. O desenho e funcionamento das nossas cidades, os seus resíduos e poluição, a qualidade de vida das pessoas nesses espaços, as suas artérias viárias, os seus espaços verdes, a sua eficiência energética, a qualidade do ar, o seu consumo de recursos, em suma, a relação com o ambiente e com a Terra, a Pegada Ecológica gerada por uma população tem de ser gerida no sentido da sua redução.

55% da população mundial vive atualmente em cidades, ou seja, 4.235 milhões de pessoas – a quantidade de produção de lixos e resíduos é duma escala imensa. Fazer o tratamento de esgotos e de lixos de cidades com milhões de habitantes é de uma logística extremamente complexa e caríssima, além de que, todos esses resíduos têm um enorme impacto no ambiente da Terra.

Pretendem-se, com o repto de discussão deste ano das Nações Unidas, promover e encontrar soluções através de tecnologias inovadoras que permitam tratar e valorizar os resíduos urbanos.

Algumas soluções parecem já dar os primeiros passos: por exemplo, em Portugal, alguns municípios, como Lisboa ou Almada, têm já em funcionamento projetos de reutilização de águas residuais que depois de tratadas são utilizadas para rega de jardins e espaços verdes públicos. Ainda outro exemplo, também em Portugal: está a ser implementada a recolha e separação do lixo orgânico. Além dos contentores de separação de lixo mais comuns, está a ser introduzido um novo contentor – o Ecoponto Castanho. Já utilizado em algumas indústrias e também na restauração. Esta nova separação de resíduos orgânicos servirá para produzir energia e biogás.

Teremos de encontrar soluções para diminuir o impacto que os centros urbanos provocam no ambiente e que consequentemente potenciam as alterações climáticas. Através de novas tecnologias como a automação, robótica, veículos elétricos, energias renováveis, biotecnologia, inteligência artificial, novos sistemas de reciclagem e novos sistemas de eficiência energética, podemos construir cidades mais confortáveis para o homem, melhorando a qualidade de vida das populações e ao mesmo tempo reduzir o impacto ambiental.

Preservar o planeta para as gerações futuras e permitir-lhes uma maior qualidade de vida, garantindo-lhes habitação condigna integrada em cidades sustentáveis é um objetivo que tem de ser de todos. Só com bom senso e apostando na inovação poderemos continuar a desfrutar da natureza com respeito e admiração.


Autor(a): Paulo Gil Cardoso
Fonte:

Redes Sociais - Comentários

Tags
Mostrar mais

Artigos relacionados

Não perca também

Close
Back to top button

Close
Close