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STAYAWAY COVID

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StayAway Covid – app desenvolvida em conjunto pelo INESC TEC, pelo ISPUP, pela Keyruptive e pela Ubirider.Foto: DR

App STAYAWAY COVID

A estreia oficial desta aplicação móvel aconteceu esta terça-feira, dia 1 de setembro, no Instituto Superior de Engenharia do Porto, em Portugal, ainda que já tenha começado a chegar aos smartphones no final da semana passada. Na segunda-feira (31) eram já quase 80 mil as pessoas que já haviam feito o download, segundo dados divulgados pelo INESC TEC.

Apesar da adesão ser voluntária, Marta Temido, ministra da Saúde de Portugal, apelou à sua “efetiva utilização” num “exercício de responsabilidade e solidariedade”.

O que é e como funciona

Tendo em conta que a identificação de contactos se reveste de grande importância quando falamos de Covid-19, que se caracteriza pelo seu elevado contágio, a StayAway Covid permite, através da proximidade física entre smartphones e com recurso a Bluetooth, rastrear rapidamente as redes de contágio por coronavírus. Com anonimato e proteção de dados garantidos, a ferramenta alerta quem, nas 48 horas anteriores ao diagnóstico, contactou a menos de dois metros e por mais de 15 minutos com alguém infetado nos últimos 14 dias.

E como é que isto acontece? É muito simples: depois de se ter feito o download da app, a mesma terá que estar ativa no telemóvel – se o doente receber diagnóstico positivo para Covid-19, receberá um código que terá que introduzir no telemóvel. Esse código servirá para que a aplicação possa notificar todos os contactos de proximidade.

Este lançamento surge numa altura em que se prepara o regresso às aulas em Portugal – entre os dias 14 e 17 de setembro -, e ainda que as soluções para lidar com a pandemia de Covid-19 sejam variáveis de escola para escola, a utilização desta ferramenta e a realização de testes virais entre a comunidade estudantil fazem parte da lista de recomendações operacionais para 2020-2021.

A polémica

Ainda que existam já vários relatos de erros e/ou entraves relacionados com a instalação e utilização da StayAway Covid – app desenvolvida em conjunto pelo INESC TEC, pelo ISPUP, pela Keyruptive e pela Ubirider -, Marta Temido apelou a que os portugueses “não desistam” e garantiu ainda que a mesma é “confidencial, voluntária e segura” no que diz respeito à privacidade dos utilizadores.

Um dos problemas identificados é a compatibilidade – ou falta dela – em alguns dispositivos: em Portugal, quase 30% dos dispositivos da Apple não têm capacidade para instalar as tecnologias GAEN. Já em dispositivos Android, esse valor fixa-se em 6,7%. Quer isto dizer que em Portugal existem cerca 800 mil telemóveis que não vão conseguir descarregar esta app.

A juntar-se a isto temos ainda um outro aspeto que precisa de ser resolvido: o facto de nem toda a gente levar o telemóvel consigo para todo o lado. Recentemente, a Associação D3 alertou, em comunicado, para os potenciais sinais de fracasso resultantes de experiências com este tipo de apps noutros países europeus – em França, por exemplo, 2,3 milhões de pessoas terão instalado uma app semelhante, e apenas foram emitidas 72 notificações de contacto. Já na Alemanha apenas 25% da população instalou a respetiva app de rastreamento. Para além disso, a D3 destacou ainda a sua preocupação em relação à falta de transparência no desenvolvimento da StayAway Covid.

Por tudo isto, Marta Temido assumiu que a divulgação, calibração e aperfeiçoamento desta ferramenta são essenciais.

Parece que esta ainda vai ser uma novela com muitos capítulos. Até lá, o melhor é continuar a seguir à risca as recomendações da Organização Mundial de Saúde e não facilitar!

Inês Barbosa/MS

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