Saúde & Bem-estar

O poder da gratidão e a abundância do Universo

Me parece algo basilar o sentir-se  grata pelas coisas mais simples da vida. Mas, na correria do dia a dia, nas inúmeras atividades que temos à nossa frente, na constante  preocupação em atingirmos os objetivos mais complexos, tendemos a não valorizar as pequenas conquistas, tais como completar uma atividade  no trabalho com prazer ou o fato de contarmos com pessoas a nossa volta nos auxiliando, em casa, no trabalho, nos estudos, no dia a dia desse mundo marcado pela entropia que vivemos atualmente. Não agradecemos pelo filho(a) crescendo com saúde ou pela presença dos nossos  entes queridos e dos bons amigos que nos enchem de revigorantes energias.     

Existem conquistas ainda mais “simples” que não notamos diante da rotina, que nem enxergamos como conquistas.

Eu mudei de casa há poucos dias, após um ano e meio morando em um lugar onde não havia janelas de tamanho suficiente para o sol entrar e dar o seu toque quente em minha pele completamente necessitada de vitamina D, principalmente no período de inverno tão rigoroso. Naquele pequeno espaço, tive que me acostumar com o barulho forte do motor que aquecia não só o meu, mas outros três andares acima. Tive que respirar fundo várias vezes durante a madrugada, ouvindo os  passos fortes e as gargalhadas dos moradores do andar de cima, que davam festas em plena quarta-feira. Respirar fundo e fones de ouvido foram as soluções para dormir. Na cozinha, o fogão não fazia parte da mobília padrão – a escolha de imigrar nos fez aderir à prática da expressão “não dar um passo maior que a perna” – a escolha de imigrar nos fez aderir à prática da expressão “não dar um passo maior que a perna” – Compramos uma panela elétrica e nos virávamos com o jantar. Nos tempos de neve acumulada, uma pá e sal nos ajudaram a cumprir com nossas obrigações. Num espaço pequeno, com mais dois lindos e amorosos gatos integrando a família, tentamos construir o nosso mundo, mesmo com os pequenos problemas. E conseguimos! Fomos felizes, apesar dos pesares. Muitas pessoas nos perguntam: como vocês aguentaram? Eu digo: acredito no porquê de tudo. Sou  grata por termos um teto, por termos dinheiro para comprar uma panela elétrica, por termos um motor que gera aquecimento nesse inverno do Canadá, por termos a possibilidade de ir ao mercado comprar comida para humanos e felinos, por termos uma cama para dormir, por termos alguém com quem compartilhar momentos de derrotas e conquistas, sejam elas do tamanho que for. A chama da esperança precisa manter-se acesa dentro de nós e isso se dá através da gratidão.

Quando na minha nova casa, com caixas da mudança espalhadas por todos os cantos,  me deparei com um fogão, um ambiente silencioso, grandes e iluminadas janelas que davam até para ver o movimento da rua e, ainda por cima, tinha um termostato para controlar a temperatura, um insight surgiu!

Finalmente, estava inserida  no cenário que sempre me imaginei vivendo e realizando. Senti um gosto de gratidão tão grande por estar vivendo essa experiência e, ao mesmo tempo,   me imaginei de volta à casa anterior, relembrando as várias situações que lá vivemos. E concluí que se eu não tivesse vivido exatamente da forma que vivi naquele lugar, me adaptando a todas as situações que não representavam o mundo ideal para mim, eu não iria saborear, valorizar e ser grata por tudo o que eu vivo agora. Precisamos ser gratos, independentemente do cenário, porque dessa forma, o Universo conspira para conquistarmos a abundância que absolutamente todos nós merecemos, seja ela material ou espiritual. O que você tem para agradecer hoje?

Adriana Marques

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