Saúde & Bem-estar

Máscaras que brilham

Sim, de facto as máscaras de que vos vou falar brilham… ainda que não pela melhor razão!

O processo de desconfinamento é já uma realidade um pouco por todo o mundo, mas não podemos deitar tudo a perder! E o uso de máscara em locais públicos torna-se, mais do que nunca, muito importante, tanto para nossa segurança como para a dos outros – afinal, o vírus ainda não desapareceu.

Entretanto parece que pode haver uma alternativa ao método utilizado para fazer a deteção da Covid-19, a zaragatoa. Esta invenção está a ser desenvolvida por uma equipa de cientistas da Universidade de Harvard e do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos da América – consiste, basicamente,  numa máscara capaz de detetar o novo coronavírus. Como? Uma luz fluorescente acenderá sempre que a pessoa que a estiver a usar tossir, espirrar ou até respirar, dando o “alerta” para a existência ou ausência da doença.

Estas máscaras surgem para combater um dos problemas com que diversos países se depararam ao longo do combate contra o novo coronavírus: a falta de testes e até o período de espera entre o teste, o envio das amostras e o resultado. Se de facto estas começarem a ser comercializadas, tudo o que os médicos necessitarão de fazer será colocá-las nos pacientes, descobrindo quase de imediato se a pessoa está ou não infetada!

James Collins é professor de Engenharia Biológica no MIT e já se havia debruçado sobre tecnologias capazes de identificar diferentes vírus: começou em 2014, e posteriomente, juntamente com a sua equipa, adaptou os sensores desenvolvidos como forma de  enfrentar a crescente ameaça do vírus Zika.

Em relação a estas máscaras, Collins afirmou que este é um projeto que ainda está numa fase inicial, no entanto os resultados têm-se revelado promissores. “Os hospitais poderiam usá-lo para os pacientes, quando entram na sala de espera, como um pré-ecrã de quem está infetado”, disse ao website Business Insider.

Entretanto, a equipa de investigadores ainda está em processo de decisão de uma série de aspetos, entre eles o design. Por exemplo, ainda não sabem se irão incorporar os sensores no interior de uma máscara ou se, por outro lado, vão desenvolver um modelo que pode ser  incorporado numa máscara comum.

Mas afinal como funcionam
estes sensores?

Sem entrar em muitos pormenores, eles necessitam de duas coisas para serem ativados: de humidade, algo que o nosso corpo liberta através de partículas respiratórias como, por exemplo a saliva, e precisam também de   detetar a sequência genética de um vírus, neste caso o coronavírus. Quando o fazem, os sensores emitem um sinal fluorescente – que não é visível a olho nu – no espaço de uma a três horas. Os testes convencionais demoram cerca de 24 horas a ser realizados e, não raras vezes, os pacientes têm de esperar vários dias pelo resultado – estes sensores seriam então uma forma de deteção mais barata, mais rápida e muito menos incomodativa!

Inês Barbosa/MS

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