Saúde & Bem-estar

Maldita dor de cabeça!

É seguro dizer que todos nós já passámos ou passaremos por um episódio de dor de cabeça ao longo da nossa vida – o que de agradável não tem nada.

Mas, antes de avançarmos, convém distinguirmos os diferentes tipos de dores de cabeça que existem, normalmente divididos por causa. Assim, existem as cefaleias primárias que são o grupo que constitui a maioria das dores de cabeça. Podemos salientar as “dores” mais comuns: as cefaleias em salvas, as enxaquecas e as cefaleias tensionais. De uma forma menos comum são também apresentadas queixas de cefaleias diárias e crónicas, dores de cabeça associadas à tosse, ao exercício e ao sexo.

Dentro das cefaleias secundárias (as que se são provocadas por uma doença ou problema de saúde) temos como “causadores”, entre muitos outros, a sinusite aguda, aneurismas cerebrais, otites, desidratação, gripe, traumatismos cranianos, meningite e glaucoma.

Agora sim, vamos ao que interessa: afinal, o que poderá estar a causar essa dor de cabeça que, de vez em quando, teima em aparecer e que, segundo dados divulgados na última década, afeta cerca de um milhão de portugueses?
Estes são apenas alguns exemplos que poderão ou não coincidir com cada pessoa. Se, por acaso, sentirem uma dor de cabeça mais forte do que o normal ou que se prolongue por demasiado tempo consultem um médico, de preferência um neurologista.

Ansiedade e/ou depressão

Já não é novidade para ninguém: quando não estamos equilibrados mentalmente o nosso corpo também não consegue estar. Quando sofremos de depressão ou ansiedade, existem certos mecanismos no nosso cérebro que “anulam” a dor que são afetados e não conseguem desempenhar o seu papel corretamente.

Medicação

Quando fazemos um uso abusivo ou inadequado de medicação podemos aumentar até 19 vezes o risco de uma dor de cabeça esporádica se tornar crónica. Não vamos exagerar e dizer que, numa situação de “desespero”, não possamos tomar um comprimido/aspirina – não devemos é fazer disso hábito! Se a dor for recorrente, a consulta com um profissional capacitado irá determinar qual o tipo de cefaleia e adequar a medicação e até mesmo ajudar a prevenir futuras crises.

Stress

O stress promove a libertação de adrenalina e cortisol, hormonas responsáveis pelo aumento da frequência cardíaca – ao existir uma contração dos vasos que irrigam a nossa cabeça, as dores de cabeça podem surgir.
Inspira, expira e… não “pira”!

Problemas em dormir

Por falar em stress, quem dorme mal tem tendência a sofrer mais desse mal. Para além disso, não dormir as horas necessárias ou com qualidade faz com que os níveis de melatonina (hormona que auxilia no combate à dor) diminuam.
Também a apneia, caracterizada por “roncos” e episódios de paragem de respiração temporária, é até duas vezes mais comum entre quem sofre de dores de cabeça.
Não abram mão das vossas oito horas de sono! Por estas e muitas outras razões!

Calor

Segundo um estudo realizado nos Estados Unidos, a incidência de dores na cabeça causadas por enxaqueca, tensão ou outras causas aumentam cerca de 7,5% a cada 5°C a mais na temperatura. Também a pressão, a humidade e a poluição do ar podem influenciar o aparecimento deste mal. E porquê? Tendo em conta que o calor facilita a desidratação do nosso organismo, o processo de entrada e saída de sódio e potássio das células fica desequilibrado, o que causa um distúrbio metabólico propício às cefaleias.

Determinados alimentos

Durante uma enxaqueca ou uma crise de dores de cabeça devemos evitar alimentos como o chocolate, café, chá preto, queijos amarelos, álcool, frutas cítricas, iogurtes, vinagre, cebola, alho, gelados e alimentos industrializados, já que estes possuem substâncias, como por exemplo a tiramina, capazes de fazer disparar o gatilho da dor.
No caso do café, se tinham por hábito bebê-lo regularmente e diminuíram a frequência ou até deixaram de o fazer, essa abstinência de cafeína também poderá ser a causa da vossas dores de cabeça.

Saltar refeições

Se ficarmos muito tempo sem comer pode dar-se uma quebra nos níveis de açúcar no sangue (hipoglicemia), o que, indiretamente, pode estimular a libertação de adrenalina, que provoca a contração dos vasos e, assim, causa dor.

Má postura

Esta é uma das causas mais comuns para a chamada cefaleia tensional. Quando estamos numa posição incorreta, os nervos da coluna são comprimidos e a dor irradia para a cabeça. No caso de dores crónicas, poderá haver alguma relação com uma hérnia discal ou cervical, osteoporose ou osteófitos, mais conhecidos como bicos de papagaio.

Cheiros fortes

Existem odores fortes – como perfume, gasolina, dissolventes e o cheiro a tabaco – que, em casos de exposição prolongada, facilitam e/ou promovem o aparecimento da dor de cabeça.

Problemas oculares

Depois de fazermos um grande esforço visual (como, por exemplo, estarmos várias horas a utilizar o computador), pode surgir uma dor bastante incomodativa acima e/ou ao lado dos olhos – quando sofremos de ametropias (como a hipermetropia e o astigmatismo) e não usamos óculos ou lentes de contato, o caso torna-se ainda mais grave, obviamente.


Autor(a): Inês Barbosa
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