Saúde & Bem-estar

Gripe ou constipação?

Ambas têm pontos em comum: são provocadas por vírus, contagiosas, possuem sintomas comuns e tratamento idêntico. No entanto, existem pontos em que diferem – e muito. Querem saber como as distinguir?

O que são?

A gripe é uma infeção do trato respiratório (podendo também afetar os ouvidos), é de curta duração e sazonal (com o pico nos meses de inverno). E porque é que nunca desenvolvemos imunidade em relação a ela? Porque a mesma é causada pelos vírus Influenza, tipo A, B e C, e estes vão sofrendo mutações ao longo do tempo, dando origem a novas estirpes.

Já a constipação resulta de uma infeção viral do trato respiratório superior (nariz e garganta) provocada, de forma mais comum, por Rinovírus.  Existe a indicação que esta será a mais frequente de todas as doenças, sendo que, em média, os adultos se encontram entre duas a quatro vezes por ano constipados.

Ambas podem ser transmitidas por contacto físico direto ou via gotículas respiratórias infetadas, que são libertadas ao respirar, falar, tossir ou espirrar.

Quais são os sintomas?

No caso da gripe, normalmente os sintomas surgem repentinamente, são mais debilitantes e duram entre dois a três dias – entre eles estão dores musculares e de articulações, febre elevada, dores de cabeça, arrepios, sensação de mal-estar, garganta inflamada, nariz entupido e tosse seca. Existe, em alguns casos (como, por exemplo, se a pessoa for idosa ou se possuir uma doença que comprometa o sistema imunitário), a possibilidade desta condição evoluir para pneumonia – é aconselhável procurarem o vosso médico no caso dos sintomas serem muito fortes ou se persistirem por mais de sete dias.

Na constipação os sintomas costumam aparecer de forma mais gradual, dois a três dias após a incubação do vírus – começamos por sentir desconforto na garganta, passando depois a ficar congestionados e com obstrução nasal, com espirros, calafrios e os olhos a lacrimejar. Se afetar os seios perinasais e provocar sinusite, podemos ainda sentir dores de cabeça. Por vezes podem também surgir dores musculares, fadiga, perda de apetite, de olfato e do paladar e até herpes labial.

Em ambos os casos, todos os sintomas que sentimos são já uma resposta do nosso corpo, uma defesa do nosso sistema imunitário, que está a procurar eliminar o vírus.

Como tratar?

Ambas são doenças que acabarão por passar num determinado período de tempo, mesmo que não façamos nada.

Assim, nos dois casos o tratamento passa sobretudo pelo alívio dos sintomas – poderão ser prescritos medicamentos analgésicos e antipiréticos com o intuito de baixar a febre e/ou aliviar a dor e o mal-estar. Para a congestão nasal podem ser usados descongestionantes nasais ou soro fisiológico.

Muito descanso, muitos líquidos, largar o cigarro (!) e não estar em ambientes com muito fumo são também conselhos que devem seguir à risca!

Informação importante: os antibióticos não têm qualquer ação sobre vírus. Assim, só deverão ser tomados se surgir alguma infeção (por exemplo, pus na garganta).

Em todo o caso, o melhor mesmo é prevenir! Confiram algumas dicas na tabela abaixo!

Inês Barbosa

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