Saúde & Bem-estar

Enfrentando o medo do novo

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O ser humano, geralmente, prefere a zona de conforto, a rotina, a vida sem grandes mudanças. Entre a segurança do que já é conhecido e o medo da incerteza, escolhemos a probabilidade maior de acertar do que arriscar.

Esse é um dos mecanismos de defesa que nos garantiram a sobrevivência enquanto espécie. É o nosso instinto animal nos assegurando a vida.

Nos dias atuais, onde a nossa sobrevivência depende de outros diferentes e mais complexos fatores, esse instinto acaba atrapalhando em certas situações. Muitas vezes, é justamente o obstáculo da incerteza que nos permitirá chegar ao caminho certo, e pra isso, a vida nos exige a coragem de saltar nos abismos das incógnitas. O medo pode ser um entrave que nos paralisa e impede que façamos esses saltos.

Já ouviu a frase: “Está com medo? Vai com medo mesmo”? Pois é bem isso. Para ultrapassarmos as barreiras do medo, é necessário que o engulamos e partamos para o nosso objetivo. O medo, de certa forma, é uma ilusão, muitas vezes criada pela nossa cabeça. Sendo assim, é melhor  não se fixar nesse zumbido da mente pois corremos o risco de  vê-lo se  transformar  num monstro cada vez maior, nos impedindo de alcançar  grandes oportunidades e conquistas.

Um  grande aliado na experiência de neutralizar o medo e conseguir realizar o salto no abismo da incerteza é o treinamento e a preparação. Quanto mais preparados para o salto, mais asas teremos para voar. Por exemplo, se  temos uma apresentação a fazer para um determinado público, é necessário que nos preparemos para isso. Se treinarmos em frente ao espelho nossos movimentos e expressões, se escolhermos as palavras ideais para o nosso argumento, se absorvermos o conteúdo e pesquisarmos material extra sobre o assunto, certamente, apesar do nervosismo e do medo de errar, faremos a apresentação com segurança e eficácia. E, a partir do instante em que damos início a nossa exposição, com pleno domínio do conteúdo, a sensação de medo começa a se dissipar, dando lugar à tranquilidade de quem sabe o que está fazendo. Percebemos então que o monstro que estava na nossa cabeça era só ilusão.

É um processo extremamente importante e difícil, esse de enfrentar as ilusórias ondas gigantes do nosso próprio pensamento. Ondas que vêm para nos proteger mas que, ao mesmo tempo, podem nos deixar estagnados no colo da zona de conforto.

No decorrer da vida, ao nos depararmos com os abismos das incertezas, muitas vezes, a própria vida nos ajuda, nos dando o empurrão que faltava. São momentos muitas vezes assustadores e que nos causam espanto pela coragem ou ousadia que antes desconhecíamos em nós mesmos. Momentos colocados para crescermos, amadurecermos, expandirmos. Como tem que ser.

Além desses empurrões forçados da vida, que nos obrigam a encarar e decidir algumas situações mesmo com o fantasma do medo à espreita, temos condições de realizar esses voos ou mergulhos através da nossa própria vontade.

Isso se dá através da busca ininterrupta de conhecimento e essa busca dá um trabalho danado. No mínimo, o conhecimento envolve a noção de que nada sabemos sobre nós mesmos e o mundo que nos cerca e que o tempo todo podemos aprender. Aprender coisas novas, aprimorar conhecimentos, treinar novas posturas diante da vida; em suma, nos preparar para que as mudanças e situações não comuns provoquem o monstro ilusório do medo e saibamos lidar com ele.

Dá pra perceber que ilusões perniciosas podem ser substituídas por conhecimentos concretos e benéficos.

Viver é uma arte e é uma arte bonita demais! Ela requer que a encaremos, olho no olho, integralmente e aproveitemos a chance de ser e estar no aqui e agora. E de voar cada vez mais alto, avistando paisagens incríveis, sentindo a brisa do ar mais puro e, por fim, chegarmos ao clímax do existir.

Vamos saltar?

Adriana Marques/MS

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