Saúde & Bem-estar

Dieta low-carb – Reduzir de forma consciente

Se querem emagrecer ou se até já iniciaram esse processo com certeza  já se depararam com as dietas low-carb. O princípio é o mesmo de todas as outras de dietas que têm como objetivo o emagrecimento: reduzir a quantidade de calorias (energia), obrigando o nosso organismo a recorrer às nossas reservas de gordura e, consequentemente, a perder peso. No regime low-carb a sugestão passa pela redução da quantidade de carboidratos (pão, massa, arroz, batata, etc.) que ingerimos, como forma de promover uma maior oxidação da gordura. Se, por norma e segundo os padrões de uma alimentação tida como “normal”, se aponte para uma ingestão de 50 a 55% de carboidratos do total que comemos por dia,  nesta dieta o consumo é reduzido para 45% a 5%.

No entanto, convém lembrar que uma elevada ou até extrema redução deste macronutriente pode ter consequências indesejáveis para o nosso organismo e saúde – há, por exemplo, tendência para se perder uma quantidade significativa de água e massa muscular. Para além disso, necessitamos, no mínimo, de 100 a 120g por dia de hidratos de carbono por forma a satisfazer as necessidades do nosso cérebro que utiliza, quase a 100%, a glicose como substrato energético. Por isso mesmo, se restringirmos os hidratos podemos começar a sentir falta de energia e motivação, memória afetada, mudanças de humor e dificuldade em nos concentrarmos. Se têm por hábito fazer exercício físico, talvez não seja a melhor ideia apostar neste tipo de dieta já que o vosso rendimento não será, obviamente, o mesmo.

Normalmente, os resultados desta dieta podem ser comprovados num curto espaço de tempo. Importa, no entanto, referir que a longo prazo tudo vai depender de quão restrita for a dieta: se muito, apesar dos resultados a curto prazo serem quase certos, a probabilidade de desistência no futuro é muito maior.

Apesar de tudo isto, refeições low carb podem, de facto, ser uma ajuda para perder peso – basta ter em atenção as quantidades, não cair em exageros e incluir alimentos certos na nossa alimentação: aqueles que contenham um baixo teor de hidratos de carbono e um maior teor de proteína, lípidos, vitaminas e minerais.

Os alimentos em que devem apostar incluem diversos produtos hortícolas como a curgete, couve-flor, cogumelos, aipo, alface e tomate-cereja. Na fruta prefiram os frutos vermelhos, a melancia, o melão e o abacate – este último confere maior saciedade e é um fonte de gordura saudável monoinsaturada – e quanto a proteína, que ajuda a promover o aumento da massa muscular, optem pelas carnes brancas, pelo peixe, principalmente os gordos (salmão, sardinha, cavala e atum) que são excelentes fontes de vitaminas, minerais e ómega-3 e também pelo ovo. Petiscar frutos secos oleaginosos (que apesar de conterem um alto valor energético possuem cerca de 4g de hidratos por cada 28g), gelatina sem adição de açúcar e, até, iogurte magro ou um queijo fresco magro com um pouco de canela são também ótimas opções que vos ajudarão a sentirem-se saciados.

Experimentem esta receita de muffins de atum: só vão precisar de quatro ovos, 150g de atum em água, 50 de brócolos cozidos, 50g de couve-flor cozida, 2 colheres de sopa de queijo mozzarella light e oregãos a gosto. Batam os ovos, adicionem os oregãos e, depois, juntem o atum, o queijo e os legumes. Envolvam tudo muito bem e coloquem em formas de silicone. De seguida é só levar ao forno, pré-aquecido a 180º, e esperar cerca de 35 minutos.

Deliciem-se!


Autor(a): Inês Barbosa
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