Saúde & Bem-estar

COVIDSafe

Apesar da Austrália ser um dos países com um dos melhores desempenhos de controlo da pandemia da COVID-19, foi recentemente lançada, pelo Governo deste país, uma nova aplicação que tem como objetivo diminuir a propagação do vírus, acelerando o processo de informar as pessoas que possam ter estado em contacto com casos positivos da doença. “Ter confiança de que podemos encontrar e conter surtos rapidamente significa que os governos podem aliviar as restrições enquanto mantêm os australianos seguros” – pode ler-se na página de apresentação desta tecnologia.

Disponível, de forma gratuita, na App Store e na Google Play, esta app foi descarregada mais de um milhão de vezes nas primeiras cinco horas do seu lançamento – algo que surpreendeu e superou as expectativas. Na realidade, Greg Hunt, ministro da Saúde australiano, assumiu a surpresa e adiantou que o Governo havia antecipado que seriam necessários cinco dias para se atingir um milhão de downloads. “Tivemos sorte porque conseguimos chegar a esse número em apenas cinco horas”, afirmou.

Apesar disso, a funcionalidade está ainda a ser alvo de algumas correções de problemas de funcionalidade em telemóveis e para que possa ser considerada um verdadeiro êxito, segundo o Governo australiano, a COVIDSafe terá que ser descarregada e utilizada por pelo menos 40% da população, o que equivale a cerca de 10 milhões de pessoas.

Como funciona?

Depois de fazer o download da app COVIDSafe, são solicitados dados como o nome, número de telemóvel, idade e código postal do utilizador – estes dados darão origem um código único de referência criptografado que é posteriormente usado num eventual contacto pelas autoridades de saúde.

A tecnologia é capaz de reconhecer outros dispositivos com esta aplicação instalada, sendo que é necessário que o Bluetooth esteja ativado – quando isso acontece, a COVIDSafe regista a data, hora, distância e duração do contacto e o código de referência do outro usuário.

Estas informações são eliminadas num ciclo contínuo de 21 dias – período definido tendo em consideração o período de incubação da COVID-19 e o tempo necessário para realizar o teste.

Está é uma forma de cada indivíduo se proteger a si mesmo e também a todos os que o rodeiam – se uma pessoa tiver estado numa situação de risco, será contactada mais rapidamente, reduzindo as hipóteses de transmitir o vírus para a sua família, amigos e também outras pessoas da comunidade.

Em relação à proteção de dados, sabe-se que as autoridades de saúde só podem ter acesso às informações desta app se alguém testar positivo ao novo coronavírus e concordar com o envio das informações no seu telemóvel e, assim, poder ajudar e alertar os cidadãos que possam necessitar de ficar em quarentena ou realizar o teste de despistagem.

Em Portugal poderá aplicar-se um sistema idêntico: em entrevista, António Costa admitiu a “possibilidade de, por exemplo, a DGS ter acesso a partir do meu telemóvel à identificação de números de telemóvel de que o meu esteve próximo durante mais de ‘x’ tempo e a menos de ‘x’ distância durante os últimos 14 dias e enviar uma mensagem a essas pessoas, sem saber quem são, informando que o seu telemóvel esteve em proximidade, durante mais de 10 minutos, ou 15, com o telemóvel de uma pessoa dada como infetada”.

E vocês, o que acham destas soluções?

Inês Barbosa/MS

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