Saúde & Bem-estar

Aromaterapia – “Meter o nariz” na saúde Aromaterapia “Meter o nariz” na saúde

Terra molhada, maresia, pãozinho acabado de sair do forno… Quem nunca “viajou”, ao sentir um determinado cheiro, para tempos, espaços e lembranças antigas que nos colocam um sorriso no rosto? Sim, têm razão. Também há cheiros que nos provocam o sentimento oposto, podendo acelerar o nosso ritmo cardíaco, tensão arterial, respiração e até ter influência no nosso sistema imunológico.

De facto, os cinco milhões de células olfativas presentes nos cerca de dez centímetros quadrados dos nossos narizes têm um poder muito maior do que aquele que possamos imaginar.

E desenganem-se se ainda acham que a aromaterapia não passa de uma versão 2.0 das mezinhas caseiras das nossas avós!  Se não sabem bem em que consiste esta terapia, não há qualquer problema! Eu explico:

O que é?

Dentro das terapias holísticas, a aromaterapia é uma terapia complementar onde se recorre a óleos essenciais, durante determinado espaço de tempo, para tratar questões emocionais, físicas e até espirituais.

Esta é uma técnica usada desde a Antiguidade, por egípcios, gregos e romanos, e que vê o nosso corpo como um todo: assim, os óleos que se usam durante cada sessão trabalham a totalidade do nosso corpo, equilibrando-o e, em alguns casos, curando-o, quer através da pele ou através da inalação dos mesmos. Segundo Geraldine Howard, a co-fundadora da linha de beleza de óleos essenciais Aromatherapy Associates, as moléculas mais pequenas dos óleos essenciais são capazes de penetrar mais profundamente a pele, ajudando a aliviar dores, melhorando a circulação e otimizando o processo de renovação celular.

Numa sociedade cada vez mais atenta a temas como a ecologia e cuidado com o meio ambiente, e em que o stress e o cansaço são constantes, a aromaterapia, em conjunto com outras técnicas de relaxamento, tem vindo a conquistar cada vez mais adeptos.

E de onde provêm estes óleos e como podem ser usados?

Estes óleos essenciais são extratos obtidos a partir de diferentes partes de plantas, flores, folhas, frutos, cascas, raízes e por aí adiante. É lá que se encontram substâncias puras que vão caracterizar os aromas e veicular o seu poder terapêutico. Cada um destes óleos essenciais irá ter características próprias e um aroma particular, podendo ser usados isoladamente ou misturados das mais diferentes formas: em massagens, em banhos, através da vaporização (difusores ou queimadores), por ingestão (por mais estranho que isso possa parecer), por inalação ou por aplicação direta (por exemplo, em queimaduras ou picadas de insetos).

Alguns exemplos (que podem experimentar já hoje!)

Sentem-se cansados, sem força até para as mais básicas tarefas do dia a dia? Experimentem colocar num lenço ou numa toalha oito gotas de rosmaninho e quatro gotas de eucalipto. Cheirem o tecido frequentemente – vão ver que se vão sentir melhor!

No caso de algo vos andar a preocupar e não vos deixar dormir de noite, experimentem colocar num difusor de aromas cinco gotas de lavanda, duas de laranja e duas de sândalo. Façam-no um quarto de hora antes de se deitarem. Uma outra opção é colocar algumas gotas de lavanda na almofada.

Se querem acabar de vez com o stress apostem numa massagem com óleo de amêndoas doces, cedro, lavanda e erva-cidreira ou num banho de imersão com algumas gotas de gerânio e rosa.

Lembrem-se que nem todos os óleos são de qualidade: procurem os que são 100% puros e de agricultura biológica. Normalmente, o frasco é castanho escuro, azul escuro ou metalizado e menciona o nome da planta em latim, com género, espécie e subespécie (no caso da mesma existir).


Autor(a): Inês Barbosa
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