Saúde & Bem-estar

A trajetória também deve ser prazerosa

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Organização e disciplina são essenciais para quem deseja conquistar algo. Mas, antes desses dois fatores, tem algo muito importante que realmente impulsiona e mantém o foco no objetivo. Trata-se do “querer”. Quando dizemos “eu gostaria” ou “eu desejo” alguma coisa, é bem diferente quando se diz “eu quero!”. Parece que gostar ou desejar não nos dão a certeza de que seremos capazes de abdicar das nossas comodidades e/ou preguiça em prol do “sonho”.

Já o verbo “querer” quando dito em primeira pessoa, de nós para nós mesmos – “eu quero!” -, traduz um prenúncio de luta. Envolve aí o conhecimento de que você vai ter que enfrentar, a preguiça, comodismo e hábitos arraigados. Significa que haverá momentos do seu dia dedicados a alguma coisa que não seja assistir séries na Netflix ou deixar sua cama quentinha para suar a camisa em nome da saúde e bem-estar. Talvez, em nome de um “sonho”, você terá que ter enfrentamentos profundos com os seus traumas, medos e sensações que o(a) tirarão da zona de conforto. Será preciso muita paciência e controle da ansiedade pois querer algo exige uma caminhada que, muitas vezes, pode ser longa. Se ficarmos com o pensamento fixo na linha de chegada, corremos o risco de perder o aprendizado do trajeto. É necessário apreciar o caminho, cada etapa, obstáculo, dor, alegrias, pequenas conquistas, lindas paisagens, enfim, caminhar pelo caminho integralmente. Só assim chegaremos à reta final e só assim a conquista será duradoura.

O “querer” com consciência de tudo isso é, de fato, o combustível para mantermos a disciplina e a organização. Sem isso, nós podemos até começar alguma coisa com a energia lá em cima mas, com o tempo, e geralmente de forma rápida, a empolgação acaba. É exatamente isso: a empolgação é um boost temporário e ilusório.

Vamos aos exemplos. Dias atrás, resolvi fazer uma dieta. Por conta da quarentena, muitas pessoas ganharam uns bons quilinhos e eu não escapei desse efeito. Isso começou a me incomodar não apenas esteticamente. O meu dia-a-dia estava cada vez mais difícil. Para caminhar, para levantar, dores nas costas e imunidade baixa. Por isso, resolvi perder peso. Eu, que já fiz diversos tipos de dieta, principalmente de emergência, aquelas em que a gente perde muitos quilos em pouco tempo (não aconselhável para ninguém),  hoje me vi diante da possibilidade de fazer essa “caminhada” de uma forma mais leve, porém consistente, me percebendo, me organizando, sentindo as dificuldades, com muito mais autoconsciência e menos ansiedade. Estou emagrecendo bem aos pouquinhos mas, sentindo um outro approach para esse objetivo, um mindset diferente.

Desta vez, eu adicionei ao meu objetivo a compreensão realística daquilo que vou enfrentar do que devo abdicar e de coisas que não tenho o costume de fazer e farei. Desta vez entendendo que tudo isso faz parte do processo e garante a vitória.

Portanto, antes de sair por aí na empolgação da realização de um sonho, é bom saber que há obstáculos a serem transpostos, etapas a serem vencidas durante todo o processo. E, mais do que o foco no objetivo final, vale a pena olhar e perceber a importância do trajeto.

Qual é o objetivo que vale a pena a sua caminhada?

Adriana Marques/MS

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