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“Animação Suspensa”

Alguns médicos de Baltimore, nos Estados Unidos da América, estão a colocar em prática os primeiros casos de “animação suspensa” ou “preservação e ressuscitação de emergência”, para tratar pacientes em casos mais graves e urgentes. A proposta foi apresentada num estudo da Universidade de Maryland e a notícia do tratamento foi revelada num simpósio na Academia de Ciências de Nova York, na última semana de novembro.

A sugestão clínica revolucionária é mais um grande passo que a medicina dá para o futuro da eficácia do atendimento e sucesso cirúrgico em casos de traumas mais graves e, até mesmo, paragens cardíacas. O processo de “animação suspensa” trata-se da injeção de um soro congelante diretamente na artéria aorta do paciente, fazendo com que atinga uma temperatura de 10 a 15ºC e permitindo, dessa forma, que a equipa médica ganhe mais tempo para salvar o paciente.

Essa técnica desacelera os processos fisiológicos e a atividade cerebral do organismo sem colocá-lo em risco de morte e é monitorizado apenas por meios externos. Essencialmente desenvolvido para que se ganhe mais tempo de tratamento, a “animação suspensa” não interfere nas trocas de gases e na manutenção dos processos celulares e involuntários, já que estes precisam do oxigénio para se manter.

Porém, com a desaceleração das funcionalidades do corpo, ocorre um consumo menor de oxigénio, privando o corpo de um estado de urgência e levando-o a um estado de “dormência”.

Samuel Tisherman, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de Maryland, revelou numa conferência que quer manter a ficção científica distante dos estudos com pacientes humanos, mesmo afirmando que o congelamento corporal realmente ocorre. “Achámos que era hora de levar esta técnica até aos nossos pacientes”, afirmou Tisherman. “Quando pudermos provar que nossa técnica funciona, podemos expandir a utilidade desse método, ajudando pacientes, que de outra forma não sobreviveriam, a sobreviver.”

Inicialmente, o processo foi testado em porcos, mostrando que os animais voltaram à vida sem efeitos colaterais após o procedimento, cerca de três horas depois. Tisherman também confirmou que a sua equipa já testou esta técnica em mais de uma pessoa, mas os resultados em humanos ainda não foram revelados.

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