Música

Conan Osíris: “…eu acredito que a nossa alma como comunidade, por todos os países espalhada, consegue sobreviver a tudo.”

A música de Conan Osíris começou como um rumor na internet. “Adoro Bolos”, o seu terceiro disco, fermentou em 2018 e, desde então, tem sido difícil ficar indiferente a Tiago Miranda.

É com o telemóvel (e é curioso, que é por “partir o telemóvel” que representouPortugal na Eurovisão), que Conan Osíris grava, desde 2014, as suas canções. Inicialmente, partilhava-as apenas na internet, através da qual chegavam a uma pequena rede. Agora, há uma legião de fãs que usa as suas frases como lemas. O que o distingue, além do notável bailarino João Moreira, que o acompanha em palco, é a junção de referências da sua música: fado, bollywood, hip-hop ou metal são estilos que combina com mestria. O resto é poesia, romantismo, tragédia, atualidade e palavras que na maior parte das vezes não nos lembramos que alguém ainda usa. O Milénio Stadium presenciou um concerto de Conan e esteve à conversa numa flash interview com este jovem responsável por as pessoas tentarem “furar” a muralha e aproximarem-se sempre da dianteira do fenómeno que representou Portugal no Festival Eurovisão da Canção. A reação do público é sempre entusiástica, com gritos e aplausos para a entrada em cena de Conan com as suas roupas estranhas e do seu dançarino João Reis Moreira.

Milénio Stadium: Como é que tem sido esta tua aventura depois do Festival da Canção?
Conan Osíris: Tem sido tentar aterrar um bocadinho a nível mental, e físico também, descansar uma “beca” mas também, ao mesmo tempo, ir pensado noutras coisas, pensando o que é que eu quero fazer a seguir, que tipo de coisas eu quero fazer a seguir.

MS: Depois do Sobral ter ganho e de Portugal ter organizado o Festival, sentiste algum tipo de pressão acrescida por estares a representar o nosso país?
CO: Não, senti só que o Festival estava a ser beneficiado por essas participações e por todas aquelas que ocorreram no Festival deste ano. Aliás, já foi no ano passado não? Já não me lembro (risos). Ou seja, acho que como programa português cresceu bastante e o resto foi só uma coisa que veio por acréscimo, na realidade.

MS: Abriu-te portas internacionalmente?
CO: Sim…portas…deixa-me fazer isto outra vez, não quero estar a soar ingrato, mas tipo sei lá, abriu-me portas (risos)…Abriu-me portas… sim abriu-me portas, deu-me a conhecer às pessoas maioritariamente, sim.

MS: Conheces o Canadá? Já foste lá atuar?
CO: Não conheço e nunca fui lá tocar. Era para ter ido lá gravar um videoclip, coisa secreta, mas não aconteceu ainda. Sei que vocês são “bué” bem comportados e gosto bastante da maneira como vocês lidam com problemas que têm muito perto. Admiro bastante o Canadá como país, sim.

MS: A nível de discos, quando é que vai sair um novo trabalho?
CO: Isso agora só quando eu o fizer que não tenho quem o faça por mim (risos).

MS: Conan, uma mensagem para a nossa comunidade portuguesa.
CO: Pessoal sei que às vezes é difícil sair e trabalhar num sítio tão longe e tão grande como aí mas eu acredito que a nossa alma, como comunidade por todos os países espalhada, consegue sobreviver a tudo. Nós somos quase como aquelas baratas que sobrevivem ao fim do mundo e estão cá para contar a história. Portanto, aguentem-se firmes e vai dar tudo certo. See you.

Vai tudo correr bem a Conan Osíris daqui para a frente. O impacto da sua música é cada vez mais notório, a julgar também pelas paixões e ódios que provoca. O desafio está a contornar as luzes dos holofotes e continuar a pensar em compor. Ter novas canções, reinventar-se na medida que a identidade lhe permita e afirmar-se em definitivo num circuito nacional e internacional de concertos. Conan Osiris está pronto e cada vez mais confiante. Daqui, não se avistam para já nuvens, nem sinais de tempestade.

Paulo Perdiz


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