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Mocidade Portuguesa

A BLAST FROM THE PAST

A Mocidade Portuguesa foi uma rede de jovens portugueses, sobre o regime de António de Oliveira Salazar, conhecido como “Estado Novo”. A inscrição era obrigatória entre as idades de sete aos 14 e voluntária até aos 25. Tiago Franco fundou a organização a 19 de maio de 1936, que foi modelada ao estilo da organização de Jovens Nazistas do Hitler da Alemanha e da organização da Opera Fascista Italiana Nazionale Balilla, e houve mais tarde uma ligação com a Frente de Juventudes de Espanha. Salazar achou que o seu regime tinha de ser formado com os mais novos nos seus anos mais formativos. O Estado Novo era bastante intrusivo nos currículos escolares através de um controlo e monitorização sobre os seus educadores e professores. A “Mocidade Portuguesa” estava ao serviço do Estado Novo de Salazar, que tinham de saudar Salazar, tinham de ser organizados de um jeito militar, desenvolver respeito e honra pelo país ou, em outras palavras, ser patriotas.

A “Mocidade Portuguesa” era dividida em quatro grupos de idades diferentes. Dos sete aos 10, eram os membros conhecidos como “Lusitos”, dos 10 aos 14 como “Infantes”, dos 14 aos 17 como “Avant-Garde”, e dos 17 aos 25 como “Cadetes”. Inicialmente existia uma Doutrinação Quasimilitar para os rapazes mais novos vulneráveis, basicamente, recruta inicial. Atividade física era obrigatória com requerimentos de treinos físicos intensivos e vários testes, até à idade de 17 anos. Todos os anos, no dia 1 de dezembro e 10 de junho, o Estado instaurava a sua ideologia através de atividades recreacionais e culturais.

Em dezembro de 1937, a Mocidade de Jovens Mulheres Portuguesas foi formada como uma divisão da “Mocidade Portuguesa”. O objetivo da divisão feminina era ensinar o papel de uma mulher no Estado e na família. A ideologia do Estado Novo era encorajar meninas jovens a se envolverem em aulas de culinária, de enfermagem ou de oratória, enquanto os rapazes jovens eram encorajados a defender o seu país, a honrar e respeitar a sua família.

Salazar espalhava a ideia de que os portugueses eram a raça escolhida ou as melhores pessoas de todo o mundo, e os únicos capazes de ter colónias bem-sucedidas. Os ideais acima eram praticados no dia a dia através de sacrifício, obediência, músicas, hinos e cartas a apreciar os seus superiores e até mesmo Salazar. Começando em 1966, sobre o governo de Marcelo Caetano, a Mocidade Portuguesa começou a desaparecer, acabando com os treinos Quasimilitares e as suas práticas, e apenas expostos em aulas escolares. Finalmente em 1974, depois da Revolução dos Cravos, a “Mocidade Portuguesa” foi dissolvida, por ser considerada fascista em ideologia, neste novo tempo e idade.

Mocidade Portuguesa-toronto-mileniostadium
Armando Terra collections. (DR)

Os seguintes itens fazem parte da minha coleção:

  1. Cartão de Identidade de Membro da Mocidade Portuguesa – Datados 17 de novembro de 1953, estampados na traseira, Registo de Escola Central Registro Nº. 72. Listado como “Infante” com idade entre os 10 e os14 anos.

2. Caderno Escolar dos Rapazes Lusitos – Papel branco com linhas, com um sinal onde se pode ler: “Se quisermos, Portugal pode ser uma grande e próspera nação”. Oficialmente aprovado.

3. Caderno Escolar das meninas Lusitas – papel branco com linhas, com um sinal onde se pode ler: “Tornar o pranto em sorriso, do lar fazer um sacrário e da pátria um paraíso”. Oficialmente aprovado.

4. WOW! Correspondência recebida pela Mocidade Portuguesa – Uma coleção rara com mais de 80 cartas de vários correspondentes, Rapazes e Raparigas, 1947-1953. Inclui documentos de Organização Nacional, posições e documentos do ministro Nacional da Educação.


Mocidade Portuguesa

The Portuguese Youth (Mocidade Portuguesa) was a Portuguese Youth Network, under the regime of António De Oliveira Salazar, known as the “Estado Novo”. Enrolment was mandatory between the ages of seven to fourteen and voluntary up until the age of twenty-five. Tiago Franco founded the Organization on May 19, 1936 and it was modelled after the Nazi Hitler Youth of Germany and the Italian Fascist Opera Nazionale Balilla, and there were further ties with Frente de Juventudes of Spain.

Salazar realized that his regime had to sew the seed with the younger ones in their most formative years. Estado Novo was being well entrenched in the school curriculum through tight and monitored control over educators and teachers. The “Mocidade Portuguesa” was at the service of Salazar’s Estado Novo, that strived to hail Salazar, be organized in a military manner, and develop respect and honor for the country or in other words, one’s homeland!

The “Mocidade Portuguesa” was divided into four different age groups. From seven to ten, members were known as “Lusitos”, from ten to fourteen as “Infants”, from fourteen to seventeen as “Avant-Garde”, and from seventeen to twenty-five as “Cadets”. Firstly, there was a Quasimilitary Indoctrination for the young vulnerable boys, basically initial recruiting. Physical activity was mandatory as there were strong physical training requirements and various testing, upwards from the age of seventeen. Each year, on December 1st and June 10th, the state would further instill their ideology through recreational and cultural activities.

In December 1937, the Portuguese Female Youth was formed as a Division of the “Mocidade Portuguesa”. The objective of the female Division, was to teach a woman’s role in the state and the family. The Estado Novo Ideology encouraged young girls to be involved in cooking classes, nursing and oratory classes whilst the young boys were encouraged to defend their country, and honour and respect of owns family.

Salazar floated the idea that the Portuguese were the chosen race or people, the best in the whole world, and the only ones capable of successful colonization. The above ideals were celebrated in every day life through sacrifice, obedience, songs, anthems, and letters of praise to higher ranks and Salazar himself. Starting in 1966, under the governance of Marcelo Caetano, the Mocidade Portuguesa began to tire and languish, abstaining from Quasimilitary training and practices, and it’s only exposure was through school classes. Finally in 1974, after the Carnation Revolution, the entire “Mocidade Portuguesa” was dissolved, because it was considered to be fascist in ideology, at this new time and age.

The following items form part of my collection:

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Armando Terra collections. (DR)

Mocidade Portuguesa Membership Identity Card – Dated November 17, 1953, stamped on rear, Central School Registry No. 72. Listed as “Infantes” age between 10-14 years.

Lusito Boys School Notebook – Lined white paper, one sign being held up reads “If we want, Portugal could be a great prosperous Nation”. Officially approved.

Lusito Girls School Notebook – Lined white paper, one sign being held up reads “Making noise becomes happiness, transform home into a sanctuary and form our country into a paradise.”. Officially approved.

WOW! Mocidade Portuguesa Received Correspondence – A rare collection of over 80 letters of various correspondences, Boys and Girls, 1947-1953. Includes National Organization documents, ranks and National Ministry of Education documents.

 

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Armando Terra/MS

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