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Galerias de arte pedem apoios em tempo de “tragédia”

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DR./JN

A Exhibitio – Associação Lusa de Galeristas considerou esta segunda-feira que o ministério da Cultura “não fez um esforço adicional para apoio a museus e galerias” nesta situação de “tragédia” que os artistas visuais enfrentam devido à pandemia covid-19.

A entidade reagiu desta forma ao anúncio de medidas de emergência ao setor da Cultura, feito na quinta-feira, no âmbito da resposta à pandemia, numa conferência de imprensa conjunta da ministra da Cultura, Graça Fonseca, e do ministro da Economia, Pedro Siza Vieira.

“O Ministério da Cultura deveria ter um apoio para as galerias de arte, que têm uma ligação direta aos artistas visuais. Tem estado tudo muito centralizado nos espetáculos culturais”, considerou Jorge Viegas, presidente da associação.

A Exhibitio congrega 22 galerias em Lisboa, Porto, Braga e Açores. Destas, a maioria não apresentou pedido de ‘lay-off’ no primeiro confinamento, em março de 2020, segundo o responsável, “mas se calhar agora estão a ponderar fazê-lo”.

“Os artistas visuais têm poucos apoios da Direção-Geral das Artes, devem ser os mais maltratados”, considerou, comentando ainda que as galerias de arte “são cultura, mas como se enquadram na iniciativa privada de fins lucrativos, não têm apoio específico nenhum”.

Em 2019, após um protesto de alerta para o setor das artes visuais, o Governo lançou um programa de dez anos para aquisição de obras de arte contemporânea, com uma dotação orçamental mínima de 300 mil euros por ano.

Com este valor foram adquiridas 21 obras de arte em 2019, e, com um orçamento de 500 mil euros, mais 65 foram compradas em 2020, para incluir na Coleção de Arte Contemporânea do Estado, anteriormente conhecida como “Coleção SEC”, da Secretaria de Estado da Cultura, e fez-se o anúncio de mais 650 mil euros para aquisições em 2021.

Sobre este investimento que o Ministério da Cultura tem vindo a realizar nos últimos dois anos em aquisições de obras de arte a artistas nacionais, o presidente da Exhibitio considerou a “iniciativa positiva”, mas defendeu que as aquisições deveriam ser antecipadas neste quadro de emergência para apoiar os artistas visuais”.

Por outro lado, Jorge Viegas recordou a situação de “todos os profissionais que prestam serviços em torno do trabalho dos artistas visuais, como criar textos para obras e exposições e fotografias, mas que ficam fora dos códigos de classificação de atividades económicas de cultura”.

Sobre o encerramento dos espaços culturais devido ao confinamento, Jorge Viegas diz não perceber por que têm de ser fechados os museus e galerias de arte do país: “São espaços onde o volume de concentração de pessoas é bastante controlado. Não faz sentido, quando se mantêm abertas as escolas e as missas continuam a decorrer”.

De acordo com as medidas anunciadas pela tutela para o setor da Cultura, até 2022, no conjunto, está prevista a mobilização de cerca de 88,5 milhões de euros.

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