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Fogo! Fogo! Fogo!

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Antigamente, as casas e os edifícios comerciais tinham velas, querosene, lareiras abertas sem resguardo, fornos a carvão, roupas sem anti-retardante para fogo, artigos, colchões e tudo o que, caso pegasse fogo, iria servir de combustível para o mesmo. Por esta razão, granadas de fogo eram mantidas perto de quaisquer fontes de fogo possíveis, só para estar prevenido. Uma vez usada a granada, o gás iria vaporizar-se sobre as chamas, fazendo com que, eventualmente, estas se extinguissem.

O artigo de hoje é sobre granadas de fogo que eram usadas para extinguir chamas ou incêndios. Granadas de fogo eram na sua maioria moldadas no formato de uma lâmpada e eram penduradas nas paredes, geralmente rodeadas de berços ou suportes. Estas foram muito populares entre os anos de 1870s e 1910, e alguns até afirmam mesmo que as granadas de fogo foram o primeiro tipo de extintor. Cada granada era cheia com líquido, maioritariamente tetracloreto de carbono. A ideia era atirar a granada contra o fogo, sendo que o vidro partiria e libertaria o gás, o qual basicamente faria reduzir o oxigénio na área, para que o incêndio não tivesse combustível. A maioria das granadas eram individuais e eram guardadas em prateleiras ou suportes na parede. Outras granadas de fogo eram anunciadas como automáticas, significando que estas eram soldadas em posição com um gatilho de ignição. A teoria era de que o calor gerado pelo incêndio iria derreter a soldadura e eventualmente libertar o gatilho, fazendo com que a granada caísse diretamente no fogo ou sendo perfurada por um martelo automático (isto está retratado nas fotografias). Alguns dos fabricantes mais conhecidos são, por exemplo, Harden Hand Fire Extinguisher Co., Chicago, Hayward Company de Nova Iorque, Guard X de Montreal e Sure Stop de Staten Island, Nova Iorque. Versões posteriores das granadas foram fabricadas para serem tanto automáticas, como manuais. Os gatilhos poderiam ser construídos diretamente nos berços de guarda. Granadas de fogo de vidro cheias eram bastante perigosas e o seu conteúdo extremamente perigoso se inalado, sendo que o tetracloreto de carbono é bastante tóxico. Quando este era atirado contra um incêndio, o calor extremo poderia converter o tetracloreto de carbono em gás fosgénio, um químico extremamente tóxico usado em campos de batalha, primariamente na Primeira Guerra Mundial. Como resultado, todas as granadas de fogo preenchidas com tetracloreto de carbono (CTC) foram removidas de uso nos meados dos anos de 1950.

Granadas de fogo foram inicialmente desenvolvidas no início dos anos 1800 em Inglaterra e foram as primeiras a ser um tipo de extintor. Chegaram à América no começo dos anos de 1870 e foram rapidamente aceites amplamente e utilizadas. Inicialmente elas eram cheias apenas com água salgada, mas gradualmente foram convertidas e cheias com CTC, para que não congelasse.

Quanto mais tarde fossem usadas, mais eficientes estas eram em extinguir fogos elétricos, líquidos e químicos. As primeiras granadas de fogo eram incrivelmente decoradas, muitas das vezes cheias de detalhes, relembrando cristais cortados. A partir de 1900 até 1920, um visual mais generalizado foi implementado, semelhante a uma lâmpada de luz (a minha coleção apenas consiste no modelo com visual mais recente).

1. Guard – X – Manual. Cerca de 1948 – Montreal, Québec, Canadá. Cheia com 23 onças de tetracloreto de carbono. Inicialmente distribuídas como granadas manuais em 1945. Com suporte de parede original e decalque de transferência de água.

2. Guard – X – Especial. Produção inicial começou em 1945, com a sua patente garantida em 1954. Globo preenchido com 23 onças de tetracloreto de carbono e gatilho designado para derreter a uma determinada temperatura. Suporte de parede original, granada, gatilho e martelo.

3. Fireout. O extintor de fogo de dupla ação “em vigia” quando alguém estava ausente ou a dormir. Anos de 1950, Prevenção de Fogo e Serviço de Ontário, 645 Queen Street East, Toronto. Caixa original inserida e etiqueta de papel aplicada. Rara nesta condição.

4. Shur – Stop. Cerca de 1940, granada americana, produzida por International Fire Equipment Corporation, Staten Island, Nova Iorque. Simplesmente conhecida por “bombeiro automático de parede”. Vidro original, tetracloreto de carbono e mergulhado em vermelho de rubi esmalte, com gatilho.

5. Shur – Stop. Cerca de 1930-1940, granada de fogo americana. Fabricado por International Fire Equipment Corporation. Vidro fosco original, gatilho estreito e conteúdo de tetracloreto de carbono.


Fire! Fire! Fire!

ln the early days, buildings and homes contained candles, kerosene, open unguarded fireplaces, coal stoves, non fire-retardant clothes, articles, mattresses which if ignited, would fuel a fire. For this reason, fire grenades were kept close to possible sources of ignition, just in case. Once the grenade was shattered, the gas would vaporize over the flames, eventually suppressing them.

Today’s article is about fire grenades that were used to put out fires and flames. Fire grenades were mostly shaped like lightbulbs and hung on walls, usually surrounded by a cradle or holder. They were very popular between the 1870’s and 1910, and some say they were the first type of fire extinguisher.  Each grenade was filled with liquid, primarily carbon tetrachloride. The idea was to throw the grenade at the fire, the glass would break releasing the carbon tetrachloride, which would basically deprive the area of oxygen, thus the incendiary event would have no fuel. Most grenades were individual and stored on wall racks or holders.

Other fire grenades were advertised as automatic, meaning they were held in position by a soldered fusible link. The theory being, heat generated by the fire would subsequently melt the solder securing link, releasing, and allowing the fire grenade to fall into the fire or be pierced by an automatic hammer (This is depicted in photos). Some famous manufacturers include Harden Hand Fire Extinguisher Co., Chicago, Hayward Company of New York, Guard X of Montreal, Sure Stop of Staten Island, New York. Later versions of the grenades were manufactured to be both manual and automatic. Fusible link was built into a cradle guard. Filled glass fire grenades were rather dangerous and the contents were extremely hazardous if inhaled as carbon tetrachloride is very toxic. When thrown onto a fire, the intense heat could convert carbon tetrachloride to phosgene gas, a toxic chemical used in warfare, primarily World War I. As a result, all fire grenades filled with (CTC) Carbon Tetrachloride, were removed from use in the mid 1950’s.

Fire grenades were first developed in the early 1800’s in England and they are the first early type of fire extinguishing device. They arrived in America in the early 1870’s and were widely accepted and utilized. Initially they were filled with only salt water and gradually converted to being filled with CTC, so that it would not freeze. The latter was much more efficient in extinguishing electrical, liquid, and chemical fires. Very early fire grenades were incredibly decorative, often embroidered with details, resembling cut crystal. Starting in about 1900 to 1920, a more standardized design was adopted that resembled a light bulb (My collection only consists of the Latter design).

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The following photos depict examples in my collection.

1. Guard – X – Manual. Circa 1948. Montreal, Quebec. Filled with 23 fluid ounces of carbon tetrachloride. Initial distribution of manual grenades was in 1945. Original wall bracket and water transfer decal.

2. Guard – X – Special. Initial production started in 1945 and patent granted 1954. Globe filled with 23 fluid ounces of carbon tetrachloride and fusible link designed to melt at determined temperature. Original wall bracket, grenade, fusible link, and hammer.

3. Fireout. The double action automatic fire extinguisher “on guard” when you are absent or asleep. 1950’s, Ontario Fire Prevention and Servie, 645 Queen Street East, Toronto. Original box insert and app lied paper label. Rare in this condition.

4. Shur – Stop. Circa 1940’s. American made fire grenade, manufactured by the International Fire Equipment Corporation, Staten Island, New York. Simply known as the “Automatic fireman on the wall”. Original glass, carbon tetrachloride and dipped ruby red enamelled finish, with fusible link.

5. Shur – Stop. Circa 1930’s-1940’s, American made fire grenade. Manufactured by International Fire Equipment Corporation. Original frosted glass, narrow fusible link, and carbon tetrachloride fluid contents.

Armando Terra/MS

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