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DOCLisboa durante o mês de janeiro

O Festival Internacional de Cinema

O Festival Internacional de Cinema-portugal-mileniostadium
DR.

Quando no ano passado fomos subitamente abalroados pela pandemia com confinamento e isolamento social, a organização deste festival assumiu como fundamental, uma postura social de postura democrática de discussão coletiva, considerando que teria de contribuir para uma reconstrução para fortalecimento social.

Esta foi a premissa sustentada pelo festival, que iniciou o ano passado e apenas irá terminar no mês de março deste ano. Nesta 18.ª edição, o festival contará no total com 206 filmes, dos quais 31 são estreia mundial, e que foram ou serão repartidos por programação mensal, em módulos, sessões em sala ou “online”.

A primeira de semana do festival, este ano, acontecerá entre 14 a 20 de janeiro, sob o tema “Ficaram tantas histórias por contar”.

O programa deste mês constrói-se a partir de uma rede de filmes que iluminam alguns dos cantos mais escuros da história, seja esta de um país, de uma cultura ou de uma pessoa.

Os filmes que partem de materiais diversos, entre arquivos, diários textos artísticos, que são processados a partir de diferentes pontos de vista sociais e políticos, com foco em questões fundamentais como a identidade e a memória. Existe nesta apresentação uma óbvia relação entre o registado (passado), e futuro que essas histórias moldam.

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A Maior Massa de Granito do Mundo, de Luis Felipe Labaki. Brasil. 2020.

Deixamos um pequeno resumo do que se pode visionar durante esta semana de janeiro:

Dia 14 de janeiro

  • A Morte Branca do Feiticeiro Negro, de Rodrigo Ribeiro. Brasil. 2020.
  • A Storm Was Coming, de Javier Fernández Vázquez. Espanha. 2020.
  • Downstream to Kinshasa, de Dieudo Hamadi. República Democrática do Congo, França, Bélgica. 2020.

Dia 15 de janeiro

  • Numbers, de Oleg Sentsov. Ucrânia, Polónia, República Checa, França. 2020.
  • The Last City, de Heinz Emigholz. Alemanha. 2020.

Dia 16 de janeiro

  • Visões do Império, de Joana Pontes. Portugal. 2020.
  • Unlocking Doors of Cinema, de Nezar Andary. Líbano, Emirados Árabes Unidos. 2019.
  • The Dream, de Mohammad Malas. Síria. 1987.

Dia 17 de janeiro

  • The Exit of the Trains, de Radu Jude e Adrian Cioflâncă. Roménia. 2020.
  • Fé, Esperança e Caridade, de Maria João Rocha. Portugal. 1993.
  • Sessão especial: Sauvages, au cœur des zoos humains, de Pascal Blanchard e Bruno Victor-Pujebet.

Dia 18 de janeiro

  • Luz nos Trópicos, de Paula Gaitán. Brasil. 2020.
  • A Maior Massa de Granito do Mundo, de Luis Felipe Labaki. Brasil. 2020.
  • A Revolt Without Images, de Pilar Monsell. Espanha. 2020.
  • Untitled Sequence of Gaps, de Vika Kirchenbauer. Alemanha. 2020.
  • Playback, de Agustina Comedi. Argentina. 2019.

Dia 19 de janeiro

  • Everything May Go Awry, de Christophe Derouet. França. 2020.
  • Jean-François Stévenin – Simple Men, de Laurent Achard. França. 2020.

Dia 20 de janeiro

  • Radio Silence, de Juliana Fanjul. Suíça, México. 2019.

Sob o mote – O cinema para uma luta antirracista – e alargando o debate que já havia começado em outubro do ano passado, o DOCLisboa associado com o SOS Racismo, na construção e apresentação do programa, juntam-se todas as 18.00 horas no Padrão dos Descobrimentos, durante os dias do festival. Aproveitando o advento da democracia, numa perspetiva de não permanência do legado colonial como marcador político na nossa vida coletiva.

É incitada a reflexão de processos históricos consolidados que tendem à exclusão do sujeito racializado do tecido nacional.

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Visões do Império, de Joana Pontes. Portugal. 2020.

Assim, e com um olhar cinematográfico do passado e do presente, alia-se a contestação do velho legado e a refutação do projeto de sociedade à proposta de um outro mundo. A contribuição para um mundo plural e global, já que o retrovisor do tempo que passou e o espelho atual, que nos liga ao passado, esconjuram distopias que sobreviveram às utopias de um mundo sem racismo.

Este festival, já reconhecido internacionalmente, é um dos principais eventos culturais que anualmente acontecem no nosso país. Considerando-se como evento percursor e desafiante, não só no questionamento do cinema atual, mas também no diálogo com o passado. Divulgando e assumindo a arte cinematográfica como forma de liberdade.  Recusando a categorização da prática fílmica, o DOCLisboa, exibe novas e problemáticas abordagens, presentes na imagem cinematográfica e nas múltiplas formas de implicação no contemporâneo.

É neste tipo de festival que nos surge a oportunidade de atualização e conhecimento de possíveis formas de abordagem e de ação, de novos modos de perceção e reflexão.

Vale bem a pena reservar um dos dias do festival para nos atualizarmos no panorama cinematográfico. 

Se em janeiro não houver oportunidade para ver alguns destes filmes, ainda tem a possibilidade da semana de 4 a 10 de fevereiro, com o tema “Arquivos do presente”, ou então no mês de março, na semana de 04 a 10, com o tema “De onde venho, para onde vou”.

Não esquecer de confirmar os locais de exibição no site da organização, em doclisboa.org/2020.

Bons filmes.

Amélie Bonsart/MS

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