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Censura Postal

A BLAST FROM THE PAST

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Fotos: Armando Terra

 

A Censura Postal é a inspeção e examinação de correio, especialmente durante períodos problemáticos, ou quando um país ou estado é regulado por um fascista ou ditador. Esta é uma prática bastante efetiva de controlar a comunicação através do correio. Censura inclui abrir, inspecionar, ler, a possibilidade de destruir por completo ou remover, de forma seletiva, algum conteúdo.

Inspeções incluem cartas, pacotes, envelopes, e basicamente qualquer parcela que seja transportada por correio. Entre os séculos 16 e 19, a censura era aplicada; contudo, nenhum sinal de censura era feito nos envelopes ou nas cartas em si. No início do século 20, por volta do tempo durante a Guerra dos Bôeres e da Grande Guerra (Segunda Guerra Mundial), a censura postal começou a ser marcada em envelopes e cartas. As marcas de censura eram por código e países que tenham sido ocupados por outros, eram sujeitos a terem todo o correio revisto. Não era incomum a mesma carta ser revista duas ou três vezes, cada qual em países diferentes.

As cartas seriam abertas tanto por um abridor de cartas ou através de vapor para descolar o selante da mesma. Uma vez lida, cada carta era selada novamente com uma etiqueta e com uma marca de tinta e um estampo de borracha.

Durante a Segunda Guerra Mundial, aliados ocupados e nações neutras revistaram o conteúdo de cartões postais que chegassem ou fossem mandados para fora, ou até mesmo mensagem de telegrama. Países diferentes efetuavam a censura de maneira diferente; alguns preferiam autoridades civis, enquanto outros militares. Esta prática foi primeiramente para segurança nacional e para obter informações sensíveis para que não chegasse ao “inimigo”. Esta prática foi bastante usada no Canadá, Inglaterra, França e muitos outros estados aliados. Por exemplo, na Inglaterra, a censura foi mais efetuada em jornais de notícias e correio para que informação vital não fosse entregue ao inimigo ou ao público geral, pois poderia causar distúrbios e revoltas. Mesmo cartas de amor de soldados eram censuradas, onde mensagens sobre batalhas, sofrimento ou morte eram removidas, com o intuito de não afetar a opinião pública e manter o suporte necessário para a guerra. A censura postal foi diretamente ligada ao serviço de inteligência e espionagem. O correio interno com um prisioneiro de guerra era sujeito a censura postal. Este tipo de correio passava tanto por militares como correios públicos e, como resultado, também eram sujeitos a censura. Este procedimento foi aceite sobre o acordo da Terceira Convenção de Genebra (1929 – 1949) sobre os artigos 70 e 71.

Censura postal é facilmente identificável por estampas, datas, marcações postais e marcas na frente e traseira de envelopes e/ou de outras embalagens. Tipicamente, nos envelopes o selante era adesivo, completo com marcas em código, usado para voltar a selar depois da inspeção de censura.

Os seguintes exemplos são da minha coleção pessoal:

  1. Transportes, Manel B. Vivas – Envelope de transporte internacional, enviado para a Pan Atlantic Inc., Nova Iorque, Nova Iorque. Datado de 3 de junho de 1942. Aberto, inspecionado e selado novamente pelo examinador 455.
  2. Armando Pinto e Irmão, Porto, Portugal – Enviado para Worcester, Mass, EUA, 4 de abril de 1933. Aberto, examinado e selado novamente pelo examinador 8243.
  3. Correio de Lisboa para o Sr. Dr. Edouardo Natali – Na Alemanha ocupado em Bruxelas, Bélgica, datado de 21 de agosto de 1942. Nota Geoffnet (“aberta” – em alemão), juntamente coma Águia Nazi Alemã e a insígnia suástica. Exemplo histórico de país sobre ocupação.
  4. Grande-Hotel Duas Nações, Lisboa, Envelope – Enviado para o Sr. Haltermann em Hamburgo, Alemanha, durante a Segunda Guerra Mundial. Impossível de se saber a data, Geoffnett, juntamente com a Águia Nazi Alemã e a insígnia suástica. Marcações (2105 – 4168) indicam que a carta foi censurada por dois inspetores ou examinadores.

Clica aqui para ver mais sobre a coleção de Armando Terra.


Postal censorship

Postal Censorship is the inspection and examination of mail, especially during turbulent periods, or when a country or state is ruled by a Fascist or Dictator. This is a very effective way of controlling communication through mail. Censorship includes opening, inspection, reading, the possibility of complete and utter destruction, or selective removal of contents. Inspections includes postcards, packages, envelopes, and basically any parcel that is transported via mail. Between the 16th and 19th centuries, censorship was conducted; however, no censorship markings were made on envelopes or letters themselves. At the beginning of the 20th century, around the time of the Boer War and the Great War (WWI), postal censorship markings began to appear on envelopes and letters. The censorship markings were coded and countries that had been occupied by others, were subject to have all incoming mail screened. It was not uncommon for the same letter to be screened two or three times, each in different countries. Letters were either opened by a letter opener or hot vapor to de-gum the sealed flap. Once read, each letter was re-sealed with a re-sealing label and ink stamped with a rubber stamp.

Foto: Armando Terra

During the Second World War, allied occupied, and neutral nations screened the contents of incoming postcards, outgoing, and even telegram messages. Different countries performed censorship differently, some preferred civil authorities, while others military. This practice was primarily to protect national and other sensitive information from being forwarded to the “enemy”. This practice was widely used in Canada, England, France, and most other allied states. For example, in England, censorship was focused on mail and newspapers to ensure that crucial information was not given or released to the Reich (enemy) or the general public, as it may be disturbing and overwhelming. Even soldiers’ letters of love were censored, recollections of battle and suffering or death were removed, in order to not effect public opinion, and ultimately support for the need of war. Postal censorship was directly linked to intelligence gathering and espionage. Internal mail along with Prisoner-Of-War mail was too subject to postal censorship. This type of mail passes through both military and civilian postal offices and as a result, was subject to dual censorship. This procedure was allowed under the Third Geneva Convention (1929-1949) under articles 70 & 71.

Censored mail is readily identifiable by stampings, dates, postmarks, and markings on both front and back of envelopes or other packaging. Typically, on envelopes the seals are adhesive, complete with coded markings, which was used to reseal envelopes after censorship inspection.

The following examples are from my personal collection:

  1. Transportes, Manuel B. Vivas – International transport envelope mailed to Pan Atlantic Inc., New York City, New York. Dated on 03, June 1942. Opened, inspected, resealed by examiner 455.
  2. Armando Pinto and Irmão, Porto, Portugal – Mailed to Worcester, Mass, U.S.A., 04 April 1933. Opened, inspected, and resealed by Examiner 8243.
  3. Lisbon mailing to Mr. Dr. Edouardo Natali – In German occupied Brussels, Belgium, dated 21 August 1942. Note “Geoffnet” (‘opened’ in German) along with German Nazi Eagle and Swastika Insignia. Historical example of country under occupation.
  4. Grande-Hotel Duas Nações, Lisbon Envelope – Mailed to Mr. Haltermann in Hamburg, Germany, during duration of WWII. Unable to depict the date, Geoffnet, along with German Nazi Eagle and Swastika Insignia. Markings (2105-4168) indicate letter was censored by two different inspectors or examiners.

Armando Terra/MS

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