Ambiente

Terra Viva – Radiações não-ionizantes

As radiações não-ionizantes permitem-nos comunicar à distância, cozinhar, curar doenças, viajar mais rápido, sondar objetos distantes no espaço, pescar, fazer previsões meteorológicas, aquecer, e todo um infinito de possibilidades.

Radiação define-se por propagação de energia de um ponto para outro quer no vazio, quer num meio material, podendo ocorrer através de uma onda eletromagnética ou através de partículas.

A radiação é considerada não-ionizante quando não possui energia suficiente para ionizar, ou seja, não possui energia suficiente para alterar a quantidade de eletrões dos átomos no meio por onde se desloca. Mesmo assim poderá quebrar moléculas e/ou ligações químicas.

A radiação não-ionizante possui energia menor que a radiação ionizante e inclui formas como micro-ondas, ondas de rádio e de televisão – o seu efeito é limitado à geração de luz e calor.

O espectro da radiação não-ionizante pode ser subdividido em três grandes categorias: espectro ótico, espectro radiofrequência e espectro elétrico.

Frequências extremamente baixas incluem os campos magnéticos e outros campos eletromagnéticos da corrente elétrica alternada, radiação não-ionizante compreendida entre 1 Hz to 300 Hz. Estas são produzidas pelas redes de distribuição elétrica, cabos elétricos e equipamentos elétricos. Alguns estudos epidemiológicos sugerem um aumento de risco de cancros associados à exposição a campos magnéticos e eletromagnéticos particularmente em zonas próximas às linhas de distribuição de energia elétrica e a fornos de indução.

Rádiofrequência e micro-ondas são radiações eletromagnéticas compreendidas entre 3KHz a 300MHz, e 300MHz a 300GHz, respetivamente. A pesquisa e estudo relativamente a possíveis efeitos biológicos da exposição a RF e MW estão ainda em curso no que diz respeito a rádios, telemóveis, processamento e preparação de alimentos, dispositivos de selagem a quente, aparelhos de soldar de vários tipos, transmissores de comunicações, aquecedores e fornos aquecidos por indução, radares, equipamentos de implantes que usam iões, secadores que usam micro-ondas.

Radiação Infravermelha – A pele e os olhos absorvem esta como calor. Os trabalhadores quando expostos sofrem sensação de calor e dor. As fontes de incluem fornos, lâmpadas de aquecimento e lasers infravermelhos.

Radiação de Luz Visível – As diferentes frequências visíveis do espectro eletromagnético são rececionadas pelos olhos como sendo as diferentes cores. A radiação de luz visível excessiva pode provocar danos nos olhos e na pele.

Radiação Ultravioleta (UV) – Esta radiação tem um largo espectro de elevada energia de fotões e é particularmente nociva apesar de não se verificarem sintomas imediatos, o que potencia ainda mais a sua perigosidade. As fontes de UV incluem o sol, luz negra, arcos de solda e lasers de UV.

LASER é amplificação de luz por emissão estimulada de radiação. O LASER produz um intenso e direcionado feixe de luz. O corpo humano é vulnerável a alguns tipos de LASER e dentro de certas circunstâncias a exposição pode levar a lesões graves na pele e nos olhos, já alvo de estudo e confirmação, sendo que o olho humano é o mais sensível a este tipo de radiação.

A evolução científica, tecnológica e as suas aplicações promovem, permitem, potenciam e catapultam a evolução humana, nomeadamente na sua capacidade de realização, de inovação, adaptação e relação com o Cosmos. À medida que se aplicam novas tecnologias novos desafios se colocam. A relação do Homem com todo o meio vai-se alterando e adaptando. Esta dinâmica, no que concerne a radiações não-ionizantes, está ainda nos seus primeiros passos. O Homem é um ser ainda embrionário à escala cósmica e por tal facto é incipiente e prematura uma análise que se possa dizer que seja clarividente. Tenhamos admiração e respeito pela natureza e desfrutemos dela com sapiência.

Paulo Gil Cardoso

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