Ambiente

Terra Viva – Lisboa-Capital Verde Europeia 2020

Vários indicadores relativamente a questões de sustentabilidade ambiental levaram a Comissão Europeia a indicar Lisboa como Capital Verde Europeia 2020.

Não foram só as melhorias que levaram a esta escolha, muitos projetos e objetivos que estão em desenvolvimento ajudaram à escolha da Comissão Europeia. 

Nos últimos anos houve uma série de indicadores que denotam uma tendência positiva em prol do ambiente. A diminuição em 42% de emissões de CO2 entre 2002 e 2016, a redução de consumo de água do município em 46%, a recolha seletiva de resíduos que atualmente se situa nos 28%, entre outros indicadores, demonstram a evolução positiva que se tem conseguido nos últimos anos. Porém percebe-se que há muito por fazer e o presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina, anunciou alguns objetivos ambiciosos, tais como reduzir em 60% as emissões de CO2 até 2030 e conseguir a neutralidade carbónica até 2050.

Também os espaços verdes estão na mira dos autarcas de Lisboa, estando em curso obras que deverão ter conclusões nos próximos anos, tais como o Corredor Verde de Alcântara e as obras de requalificação da Praça de Espanha, prevendo que ainda este ano haja mais 347 hectares de área verde do que há 12 anos atrás. Um dos lemas é “menos carros mais árvores”, havendo o objetivo de que cerca de 85% da população tenha na sua área de residência um espaço verde a menos de 300 metros com um mínimo de 2000 metros quadrados. Com isto, acrescido de mais 100 mil árvores até 2021, haverá um aumento de biodiversidade, menorizando também eventuais impactos decorrentes das alterações climáticas.

Muitas mais pretensões existem, passando por redes de transportes mais amigas do ambiente, painéis solares, ciclovias, usar água reciclada na lavagem de ruas e regas de jardins, etc. Esperemos que estas ideias e projetos cheguem a bom porto para bem da população e visitantes da cidade das sete colinas.

Haverá diversos eventos durante o ano de 2020 que poderão ser consultados em https://lisboagreencapital2020.com.

Lisboa albergará também em 2020 a Conferência dos Oceanos das Nações Unidas, de 2 a 6 de junho. Os custos da organização do evento serão repartidos pelos governos de Portugal e do Quénia.

O principal propósito da conferência será a implementação do Objetivo 14: Vida Submarina – envolver todas as partes consideradas relevantes, reunindo governos, Nações Unidas, organizações intergovernamentais, instituições financeiras internacionais, outros organismos internacionais interessados, organizações não-governamentais, organizações da sociedade civil, instituições académicas, comunidade científica, setor privado, organizações filantrópicas e outros intervenientes para avaliar desafios e oportunidades, bem como as ações necessárias para a implementação do referido objetivo, baseadas na ciência e inovação.

Pode ler-se no site www.undp.org: “Os oceanos do planeta, sua temperatura, composição química, correntes e vida são o motor dos sistemas globais que permitem que a Terra seja um lugar habitável para os seres humanos. A forma como gerimos este recurso vital é fundamental para a humanidade e para contrariar os efeitos das alterações climáticas.”

Lisboa estará portanto no centro das atenções durante este ano no que diz respeito ao ambiente.

Aquilo que se espera é que esta responsabilidade de ser Capital Verde Europeia 2020 e de albergar a Conferência dos Oceanos estimule ações concretas doravante e que não sejam apenas troféus para exibir durante algum tempo, sendo depois arrumados na prateleira das memórias. O respeito e admiração pela natureza têm de ser alimentado todos os dias.

Paulo Gil Cardoso

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