Ambiente

Terra Viva – Atmosfera Terrestre

A atmosfera não foi sempre com a conhecemos. Assim como esta condiciona a vida, também a vida a condiciona. Os gases retidos à volta do nosso planeta pela força da gravidade não foram sempre os mesmos, nem tiveram sempre as quantidades atuais.

Teoriza-se a partir de indícios geológicos que a atmosfera primitiva da Terra, há mais de 4 milhares de milhões de anos, numa primeira fase fosse constituída essencialmente por hélio e hidrogénio, numa segunda fase composta essencialmente por gases expelidos por vulcões, sendo a sua constituição essencialmente de vapor de água, amoníaco, metano e hidrogénio.

Graças às primeiras bactérias anaeróbicas (que vivem em ambientes sem oxigénio) e que são as ancestrais do fitoplâncton, houve um aumento de oxigénio na atmosfera devido à realização da fotossíntese. Para se atingirem cerca de 21% de oxigénio na atmosfera foram necessários cerca de 2 milhares de milhões de anos. Sem esta percentagem de oxigénio a vida na Terra seria radicalmente diferente daquela que conhecemos hoje.

Na atmosfera primitiva os gases conhecidos como de efeito estufa eram de quantidade muito reduzidas, havendo baixas percentagens de dióxido de carbono, monóxido de carbono, carbono e outros gases como o azoto. A partir da vida que surgiu na água e que na sua senda de sobrevivência teve como efeito secundário a libertação de oxigénio, puderam surgir outros seres para os quais este se considera vital.

A atmosfera terrestre tem diversas camadas, todas com composições, pressões, densidades e temperaturas diversas. Essas camadas são interativas umas com as outras e têm comportamentos diferentes, assim como efeitos diferentes na vida do planeta. Desde a temperatura, passando pelos ventos, pela humidade e um sem fim de elementos condicionantes e condicionados pela vida, a atmosfera é um complexo e imenso intricado sistema.

As camadas essenciais que atualmente se consideram são: a Troposfera – onde a densidade é maior, havendo uma maior concentração de ar e que pode chegar até à altitude de 17Km; a Estratosfera – compreendida aproximadamente entre os 17Km e os 50Km de altitude, onde se situa a camada de ozono que nos protege dos raios ultravioleta emitidos pelo Sol; a Mesosfera – situada aproximadamente entre os 50Km e os 80Km de distância à crosta terrestre, onde as temperaturas poderão andar abaixo dos 90º celsius negativos (esta é a camada onde os meteoritos normalmente se desintegram); a Termosfera ou Ionosfera – compreendida aproximadamente entre os 80Km e os 500Km de altitude, esta camada tem uma prevalência elevada de partículas ionizadas, as temperaturas nesta área chegam a rondar os 1500º celsius; a Exosfera – considerada a última cada, é compreendida aproximadamente entre os 500Km e os 800Km acima da crosta terrestre, é de uma densidade muito baixa, portanto muito rarefeita, onde se encontra essencialmente hélio e hidrogénio, sendo que temperatura poderá atingir os 1000º celsius.

Esta espécie de pele da Terra não é só composta por gases: existem partículas sólidas em suspensão, seres vivos alados, campos magnéticos, água, gelo, etc. Em determinadas camadas atmosféricas existem ventos de 900Km por hora – à altitude em que viajam os nossos aviões de viagens intercontinentais as temperaturas rondam os 70 graus celsius negativos. A atmosfera é um sistema dinâmico e essencial à vida na Terra, assim como a vida na Terra é essencial à sua existência.

Recentemente temos percebido ações humanas podem alterar o atual equilíbrio desta nossa cúpula, desde a destruição da camada de ozono, passando pela emissão massiva de gases de efeito estufa ou de outros poluentes. Para nos mantermos protegidos e a respirar teremos com certeza de cuidar e evitar a alteração ou degradação desta nossa pele. Só assim poderemos continuar a desfrutar da natureza, com respeito e admiração.

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