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Crise pandémica vs ambiente

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Terra Viva

Ilusoriamente, durante alguns meses, pareceu-nos que a natureza recuperava o seu espaço devido a confinamentos, redução de circulação de veículos movidos a combustíveis fósseis e redução produtiva que consequentemente diminuiu vários tipos de poluição.

Num primeiro momento, em março e abril de 2020, as emissões globais de CO2 (dióxido de carbono) tiveram uma quebra de cerca de 17%, porém, após essa inicial diminuição, rapidamente aumentaram as emissões, sendo o saldo ao fim de poucos meses de uma redução de apenas 5%. Necessário será também refletir sobre o que acontecerá na premência da retoma produtiva, havendo já sinais de alguma tolerância relativamente a emissões com a necessidade de recuperação económica como argumento.

Devido a todas as contingências de atividade, as fiscalizações, auditorias, etc., baixaram a pressão sobre os poluidores. Pela ausência da presença e da limitação da atividade dos organismos que monitorizam emissões de poluentes, imagina-se o que pela calada muitos oportunistas estarão a fazer.

Apesar da melhoria da qualidade do ar que se verificou em alguns países durante os primeiros meses de confinamento, assim que se retomou a atividade produtiva o ar voltou à má qualidade anterior, sendo mesmo que, em alguns casos, piorou temporariamente devido a aumentos de produção industrial para recuperação de valores perdidos – “money makes the world go around” – o problema é que só o faz girar no sentido errado.

Emergem desta reação massiva de combate à pandemia problemas relativamente aos materiais usados nos equipamentos de proteção, à sua produção e descarte, em quantidades astronómicas, sem haver uma logística capaz de tratar e reciclar tão grande quantidade de resíduos. As máscaras veem-se um pouco por todo lado, em espaços públicos, em espaços verdes, nas praias, nos rios e nos mares. Por aqui se verifica o quão insensíveis e incorretos são os humanos, para com a sua própria casa, a Terra.

Que esta situação sirva, pelo menos, para de futuro planear e precaver eventos que poderão provocar efeitos colaterais, tão ou mais graves que eles mesmos. A poluição é um envenenamento continuado e que levará lentamente à doença toda a humanidade e todo o planeta. A poluição também se pode comparar a uma pandemia, teremos de a combater com a mesma força e urgência com que nos mobilizamos para combater aquela que está em curso.

Reposição de informação correta

Recebemos, de um leitor atento, um pedido de correção relativamente a informação constante no artigo “Terra Viva – Natureza venenosa – Portugal” da edição nº 1497 de 14 a 2 de agosto de 2020 do Milénio Stadium. Agradecemos a correção e atenção de José Luís Gravito Henriques e aqui deixamos a sua contribuição esclarecedora: “(…) onde refere nos fungos (cogumelos) como venenoso o Macrolepiota procera (facilmente confundível com o apreciado frade).

Trata-se de uma informação errada. O autor devia querer-se referir ao Macrolepiota venenata/Chlorophyllum brunneum que de facto é facilmente confundível com o apreciado frade, um dos nomes vulgares por o qual é conhecido a espécie Macrolepiota procera. Não sei se é possível fazer alguma errata a este assunto numa edição posterior, mas de qualquer forma, por razões de saúde pública e pela importância da correta divulgação desta informação (…)”

Agradecemos também os dois trabalhos que nos enviou, os quais os leitores poderão encontrar em:

drapc.gov.pt/base/documentos/mproceravenenatafinal.pdf 

drapc.gov.pt/base/documentos/mvenenatafinal2020.pdf

Paulo Gil Cardoso/MS

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