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Mais de 15 mil estrangeiros estão na lista de deportação

Peter Ferreira
Conselheiro da Imigração

Menos de metade dos estrangeiros forçados a deixar o Canadá no ano passado, fizeram-no voluntariamente e pagaram o seu próprio bilhete para casa, de acordo com dados da agência de serviços de fronteira.
Em 2017, houve 8,200 deportações/remoções de requerentes de refúgio sem êxito, pessoas que deixaram ultrapassar o estatuto de visitante, trabalho ou visto de estudante ou foram considerados um risco para a segurança pública.
Enquanto 3,639 deles cumpriram voluntariamente a sua ordem de remoção, outros foram forçados a sair com acompanhantes ou tiveram custos de transporte pagos pelo governo. Os dados, fornecidos ao público da parte da Agência de Serviços de Fronteiras do Canadá (CBSA), mostram um padrão semelhante nos últimos seis anos.
Mais de 15 mil estrangeiros estão na lista de deportação do Canadá, mas alguns não podem ser removidos porque no seu país de origem não querem recebê-los de volta.
A Agência de Serviços Fronteiriços do Canadá confirma que alguns países atrasam ou recusam-se a repatriar os seus cidadãos que estão aqui ilegalmente. Esses países, por qualquer motivo, parecem comprometer relações diplomáticas e dão pouca importância a acordos assinados, sendo alguns internacionais. Se um país não quer receber os seus cidadãos, espera-se que o CBSA continue a trabalhar com outros parceiros governamentais para pressionar o país a aceitá-los de volta.
Algumas pessoas, sujeitas a ordens de remoção que não deixam voluntariamente o país, não vão necessariamente esconder-se ou evitar intencionalmente as autoridades da imigração. Muitos deles simplesmente não têm dinheiro para sair. O Canadá poderia seguir o exemplo de outros países, incluindo vários na Europa, que oferecem subsídios de repatriamento. Alguns neste setor acreditam que um programa que apoie os indivíduos para sair do país e se reinstalem com dignidade nos seus países de origem é apropriado, especialmente quando se tratam de casos de refúgio negado.
Se o ministro [da imigração] está preocupado e realmente compartilha o objetivo de querer dizer que o sistema de imigração do Canadá tem integridade, a atenção para este problema é igualmente importante para se encontrar uma solução a curto e longo prazo. O governo federal, confrontado com um fluxo de entradas ilegais na nossa fronteira com os EUA, tem trabalhado para aliviar as preocupações, insistindo que apenas uma fração dos requerentes de asilo são bem-sucedidos nas suas reivindicações de refúgio. As suas viagens ao sul da fronteira ainda não produziram o efeito desejado. À medida que o debate sobre a imigração nos EUA piora, é mais provável que os cruzamentos ilegais no Canadá aumentem. Nos primeiros três quartos de 2017, quase metade dos 14,467 requerentes de asilo que entraram no Canadá pelos Estados Unidos, fora dos pontos oficiais de entrada na fronteira, eram do Haiti e dos pedidos processados em novembro, apenas dez por cento conseguiram obter o estatuto de refugiado.

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