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Opiniões de cidadãos comuns, para percebermos como veem o futuro, neste presente tão desfocado

Numa fase de absoluta incerteza em relação ao futuro, encontramos uma linha ténue entre o receio de voltar ao que conhecemos como “normal” e a ansiedade de o fazer. Há muitas vozes que dizem que se continuarmos fechados em casa, a nossa saúde mental terá tanto impacto negativo, que mesmo não estando infetados pela Covid-19, entraremos num processo de deterioração. Há ainda a doença que se manifesta na economia, que nos faz tremer os bolsos, mas que nos leva uma questão maior: será que temos que escolher entre saúdes? A humana e a económica? O que nos espera o futuro? Como agir daqui para a frente?  Nesta edição do jornal Milénio Stadium decidimos ouvir as opiniões de cidadãos comuns, para percebermos como veem o futuro, neste presente tão desfocado.       

Adrian Sousa

Milénio Stadium: There are people starting to say that if we do not die from the disease, we will die from the cure. Do you agree with this statement?

Adrian Sousa: I don’t agree with this statement, it depends on the person’s health condition and age but once there’s an approved vaccine I believe it will help our bodies adapt to life after the virus.

MS: How have you lived these times of confinement?

AS: Organized a lot at home, spent family time, learning new hobbies like basics of different languages and doing things I’ve put off doing like watching new shows or movies.

MS: We’re now starting to hear Canada will slowly be returning to their “normal” life, by reopening the economy – How do you feel about it?

AS: I think it’s a bad idea, gives an opportunity for a second wave to hit sooner. We’re still recording new cases and deaths. I’d say get it under control first, that way we move forward with life and not worry about a second wave

MS: In your opinion, how can we go back to “normal”?

AS: I feel life won’t be going to normal soon, intersections will be different, more on edge but I think after this is said and done people should appreciate what we have and not take it for granted.


T. Borges

Milénio Stadium: Há quem comece a afirmar que se não se morrer da doença, se morrerá da cura. Concorda com esta afirmação?

T. Borges: Infelizmente, muitos já morreram e alguns irão ainda morrer, pois não há nenhuma vacina nem remédio eficaz. No entanto, as medidas preventivas que se adotaram (distanciamento social, lavar as mãos com sabão mais frequentemente, máscara facial, gel desinfetante, etc.) certamente tiveram um impacto positivo, na contenção do vírus. Por outro lado, também se implementou a quarentena domiciliária. Mas, entretanto, a economia parou! As nossas vidas foram perturbadas, as nossas despesas não pararam. A questão agora é: por quanto tempo podemos viver sem pagar as nossas despesas? Por agora, este é o dilema e a vacina não parece estar num horizonte próximo. É extremo dizer-se que iremos “morrer da cura”, mas é um facto que muitos já entraram em depressão…e nem seis meses se passaram desde que a economia parou. Este quadro é alarmante, senão assustador!

MS: Como tem vivido estes tempos?

TB: Mantenho-me ocupada, tanto quanto possível: lendo, estando em contacto frequente com família e amigos, fazendo uma caminhada de 30 minutos por dia, ouvindo música, assistindo documentários educativos, meditando, ajudando quem precisa da minha ajuda sem a minha presença física, etc.

MS: Fala-se agora em retomar a vida normal de trabalho, com a reabertura da economia – tem receio ou está ansiosa? Porquê?

TB: Estaria muito mais confortável se toda a população fosse submetida a um teste, para estabelecer quem está infetado com a Covid-19 e quem não está. Depois de se saber esta informação, só quem não estivesse infetado seria e devia ser permitido(a) retomar o seu trabalho e quem estivesse infetado receberia os cuidados médicos, seguidos de mais um teste, no fim dos cuidados médicos, para certificar que está livre do vírus. Assim a economia iria retomar o seu ritmo gradual, mas sem risco.

MS: Na sua opinião, como se pode voltar à normalidade? Que cuidados se deve ter?

TB: Seguindo os passos que indiquei acima na terceira questão e manter sempre o máximo nível de higiene sanitária, arejando o local de trabalho, tendo líquidos desinfetantes nas portas de entrada, nos escritórios, fábricas, refeitórios, casas de banho, transportes públicos e em qualquer espaço público, de uma forma geral e sem exceção.


Alshene Crichlow

Milénio Stadium: There are people starting to say that if we do not die from the disease, we will die from the cure. Do you agree with this statement?

Alshene Crichlow: I believe the statement in itself is referring to mankind as a whole and therefore do not agree with it.

Although I can empathize with those consumed with an all or nothing mindset in relation to COVID-19, and the feelings uncertainty probably brings forth; I am also aware that as of right now there is no evidence that the virus has the ability to wipe our species out entirely, and I find more comfort believing that.

How have you lived these times of confinement?

AC: I have been doing relatively well. I am a fulltime student online and when I wasn’t travelling before, I was home absorbed in crime related documentaries.

With that being said, as of recently I noticed my thoughts have been consumed with various vulnerable populations (i.e those living with substance misuse, the homeless and prisoners etc.). I can’t help but notice they have been forgotten more than usual, and those thoughts have become a part of my alone time.

MS: We’re now starting to hear Canada will slowly be returning to their “normal” life, by reopening the economy – How do you feel about it?

AC: I learned a theory surrounding fear many years ago in health psychology that states too much fear causes humans to readjust their sense of normality and therefore no longer experience the original fear in the same manner as they once did…In other words, communities can only live in fear for so long before they begin taking risks and leading as regular of a life as possible. I feel the world is shifting, but I don’t feel much beyond that.

MS: In your opinion, how can we go back to “normal”?

AC: I believe normality is subjective and, therefore, each of our “back to “normal” will depend on how COVID-19 has impacted our immediate lives directly. I believe many communities can benefit from not going back to “normal”, and therefore I will passively participate in the process of returning to what once was.


Inês Santos

Milénio Stadium: Há quem comece a afirmar que se não se morrer da doença, se morrerá da cura. Concorda com esta afirmação?

Inês Santos: Concordo… Todos os anos morrem milhares de pessoas, umas com câncer e outras há fome, não negando que existe a Covid ! Porque ela existe sim! Apenas temos de nos precaver, e tomar todas as medidas de higienização em conta! Mas infelizmente temos de trabalhar e não podemos ficar em casa muito mais tempo, pois muitos de nós somos o pilar da casa e jamais podemos faltar com um teto e comida na mesa para a nossa família! Eles dependem de nós.

MS: Como tem vivido estes tempos?

IS: Sendo eu mãe solteira, tem sido desafiador. Com duas crianças pequenas (com três e um ano) não tem sido fácil, pois a saturação deles começa se a notar. Temos aprendido a valorizar mais o tempo com eles e a nos dedicar mais. Apesar deste cansaço mais psicológico tem sido gratificante poder ter mais tempo com eles! Que outrora não havia!

MS: Fala-se agora em retomar a vida normal de trabalho, com a reabertura da economia – tem receio ou está ansiosa? Porquê?

IS: Sendo eu empreendedora, apesar do receio e medo, estou ansiosa para voltar ao ativo, à rotina acelerada e gratificante, poder voltar a fazer uma das coisas que mais gosto e ver novamente as minhas clientes (mesmo sendo aos poucos). Mas sempre tomando em conta todos os cuidados e prevenções, não só por mim e pelos meus, mas por elas também.

MS: Na sua opinião, como se pode voltar à normalidade? Que cuidados se deve ter?

IS: Concordo em voltarmos ao ativo aos poucos. Como falei anteriormente, devemos higienizar muito as mãos, colocar máscaras, tentar não ir a sítios com muita gente, colocar luvas…  Tomando todos esses cuidados podemos novamente ter de volta a nossa vida aos poucos.

Catarina Balça/MS

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