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Como tem sido o processo de compra de pessoas que vivem aqui, no Canadá

O comércio online é algo que nos é já familiar há algum tempo, no entanto, durante e “depois” (que ainda é um “durante”) a pandemia que assolou o mundo, as compras de forma virtual ganharam maior volume. Para uns por não quererem estar nas filas de espera, para outros porque se sentiam mais seguros, para todos por conveniência. Em qualquer parte do mundo o e-commerce tem tido um papel crucial no dia a dia de grande parte das pessoas, principalmente de gerações mais jovens, mas tem ganho a confiança de todos, mesmo os que se diziam mais céticos.

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Nesta edição do jornal Milénio Stadium, fomos perceber como tem sido o processo de compra de pessoas que vivem aqui, no Canadá, mas também em sítios onde o confinamento ficou de tal forma “apertado”, que o cerco fechou mesmo, como é o caso da cidade de Ovar, em Portugal, onde durante 31 dias os cidadãos viveram dias de muita tensão, ou até Barcelona, em Espanha, onde o número de infetados causou realmente muito impacto na vida da comunidade. Temos assim, pessoas que, sendo de sítios distintos, passaram e passam por situações semelhantes e quisemos perceber de que forma o comércio online foi ou é ainda uma opção em tempos de pandemia.


  • Sandra Marques, 39 – Toronto, Canadá

Costuma fazer compras online?

Sim, sempre. Compro praticamente tudo online hoje em dia. Desde roupa a coisas eletrónicas, compro produtos de higiene, compro maquilhagem, compro coisas de mercearia. Sinceramente é raro ir a um supermercado ou uma outra loja qualquer. Considero muito mais prático.

Já fazia antes da pandemia?

Já, mas com a pandemia ainda fiz mais compras online. Eu sempre fui muito virada para e-commerce, talvez por ser um bocado preguiçosa nessa questão de ir às lojas e estar à procura, não tenho grande paciência e assim a vida fica um bocado mais facilitada. Para além de não ter de carregar os sacos. (risos)

Sente que este tempo de pandemia fez com que se inclinasse mais para esta opção de compra?

Talvez sim, um bocado mais ainda. Já tinha essa opção como algo constante, mas sinceramente agora nem penso duas vezes. A pandemia fez com que eu me focasse muito mais nas compras através dessas plataformas tipo Amazon, primeiro porque era mais seguro, depois porque sinceramente acabava por ser mais eficaz para mim, vinha tudo ter a casa, evitava entrar e sair de lojas, evitava as filas infindáveis de espera. Na altura da guerra à volta do papel higiénico, até isso comprei online.

Agora que as lojas estão reabertas, pensa regressar ao comércio tradicional ou vai continuar a optar por comprar mais online?

Eu vou continuar a usar muito as plataformas online, mas há lojas que não vou trocar, como é o caso das portuguesas – primeiro porque quero continuar a apoiar o comércio local e principalmente o português, mas sinceramente é também porque não vivo sem os meus produtos portugueses e por isso valorizo muito as lojas que me fazem chegar esses bens aqui a Toronto. Nestes casos prefiro ir à loja fisicamente falando e fazer as minhas compras. Posso sempre pôr o olho a algo novo que me desperte interesse. Além das carnes e peixe, sempre nos nossos talhos e peixarias portuguesas. Há coisas que nenhuma plataforma online supera.

Tem algum receio em relação aos pagamentos online?

Não. Hoje em dia está tudo muito mais controlado, sinto-me segura nos meus pagamentos. Os bancos, por norma, funcionam bem em caso de fraude. Mas eu escolho sempre usar plataformas como algum renome, não me arrisco em algo que não conheço.


  • Miguel Lopes, 26 – Mississauga, Canadá

Costuma fazer compras online?

Sim, foi um hábito que adquiri por não gostar de estar no meio de multidões e de esperar em filas. Penso que já comprei de tudo online, mercearias, eletrónicos, decorações para casa, acho que até mobília.

A única coisa que evito comprar online é roupa porque nem sempre chega ou não é o que pensávamos que era.

Já fazia antes da pandemia?

Sim, penso que comecei a fazer compras online em 2015, salvo erro.

Sente que este tempo de pandemia fez com que se inclinasse mais para esta opção de compra?

Sem dúvida, todas as lojas não essenciais estiveram fechadas, não tinha outra opção. Este tempo que estivemos cativos de lojas físicas só me mostrou a praticidade que é a compra online, tão mais simples e “hussle free”.

Agora que as lojas estão reabertas, pensa regressar ao comércio tradicional ou vai continuar a optar por comprar mais online?

Sempre fui mais inclinado para comprar online, mas é quase impossível evitar as lojas físicas pela necessidade imediata do produto que precisamos.

Tem algum receio em relação aos pagamentos online?

Receio de pagamentos online é sempre algo que todos temos que ter, devemos estar alerta e decidir bem em que websites colocamos o nosso cartão de crédito para não sermos alvo de phishing ou scam, porém  penso que não deve ser uma coisa que nos pare. Eu tenho muito cuidado e tenho todas os movimentos do cartão de crédito com um alerta para o meu telemóvel, deste modo sinto-me bem mais tranquilo.

Já tive o meu cartão a ser usado por outra pessoa e graças a este método, consegui reportar o problema ao meu banco a tempo de reaver o meu dinheiro.


  • Sara Lopes, 28 – Estarreja, Portugal

Costuma fazer compras online?

Sim. Por norma artigos de desporto e vestuário.

Já fazia então compras online antes da pandemia, certo?

Já fazia, pois algumas peças de vestuário que costumo adquirir apenas são vendidas online. Contudo, neste tempo de pandemia comecei a fazer mais comprar online.

Agora que as lojas estão reabertas, pensa regressar ao comércio tradicional ou vai continuar a optar por comprar mais online?

Continuo a preferir o comércio tradicional pois é mais fácil escolher e perceber se os artigos realmente interessam. Mas, penso que vá fazer mais compras online para evitar desperdício de tempo em filas de espera.

Tem algum receio em relação aos pagamentos online?

Não tenho qualquer receio em relação aos pagamentos online, porque também faço compras em lojas que estão devidamente preparadas a nível de segurança.


Ana Gonçalves, 42 – Toronto, Canadá

Costuma fazer compras online?

Sim, faço compras online regularmente. Costumo comprar mais eletrónicos e gadgets, mas também já comprei mobília, maquilhagem, bijuteria, materiais de artesanato e decoração para a casa. Em termos de mercearia, já comprei também produtos que não consigo encontrar nas lojas.

Já fazia antes da pandemia?

Sim, já era um hábito que tinha regularmente.

Sente que este tempo de pandemia fez com que se inclinasse mais para esta opção de compra?

Principalmente durante a temporada de lockdown, sim, fiz mais compras online e foi muito útil. Como as lojas fecharam, era a única forma de fazer alguns tipos de compras.

Agora que as lojas estão reabertas, pensa regressar ao comércio tradicional ou vai continuar a optar por comprar mais online?

Posso dizer que quando as lojas reabriram eu preferi voltar a fazer as compras tradicionalmente, até porque algumas lojas cobram taxas de envio e nem sempre compensa comprar online. Mas sem dúvida fiquei mais convencida que comprar online é eficaz e mais cómodo em muitos casos.

Tem algum receio em relação aos pagamentos online?

Normalmente não, porque só faço compras através de plataformas que já têm uma grande reputação de confiança, como é o caso da Amazon, por exemplo. Sei que se algo não correr bem vou ter o apoio ao cliente que garante que não haja fraudes. Já aconteceu antes e conseguimos resolver o problema.


  • Rui Marques, 29 – Barcelona, Espanha

Costuma fazer compras online?

Sim. De todo o tipo de produtos. Principalmente utensílios domésticos e gadgets eletrónicos.

Já fazia antes da pandemia?

Verdade que já o faço há alguns anos, mas a pandemia intensificou o número de compras. Principalmente supermercado ao domicílio.

Sente que este tempo de pandemia fez com que se inclinasse mais para esta opção de compra?

Obviamente que sim, pois o risco de contaminação nas superfícies comerciais é enorme.

Agora que as lojas estão reabertas, pensa regressar ao comércio tradicional ou vai continuar a optar por comprar mais online?

Uma vez que estou tão satisfeito e cómodo a receber as coisas em casa, sem me meter no meio das massas consumistas, continuarei a fazê-lo óbvio. Ps: I love you Amazon! (risos)

Tem algum receio em relação aos pagamentos online?

É verdade que já fui surpreendido por hackers, mas a segurança é feita com tantos fatores de confirmação que não tenho receio que algo aconteça. E por outro lado, todas as empresas financeiras de gerenciamento de pagamentos online dispõem de um seguro, e esse mesmo ajudar-te-á a reaver qualquer dinheiro retirado por engano ou por furto virtual.


  • Filipa Liz, 27 – Ovar, Portugal

Costuma fazer compras online? 

Sim, algumas. Costumo comprar tanto roupa como comida e coisas eletrónicas. Compro de tudo um pouco.

Já fazia antes da pandemia?

Sim, já fazia antes desta situação da Covid-19.

Sente que com este tempo de pandemia fez com que se inclinasse mais para esta opção de compra?

Em certa parte sim. Contudo, como estive dentro de um cerco sanitário, a entrega era muito limitada. Já fazia compras online, mas não foi a pandemia que fez com que realizasse mais compras.

Agora que as lojas estão reabertas, pensa regressar ao comércio tradicional ou vai continuar a optar por comprar mais online?

Vou continuar a fazer como fazia, tanto online como fisicamente.

Tem algum receio em relação aos pagamentos online?

Algum sim, mas depende muito do tipo de pagamento, da entidade e principalmente da loja/site.


  • Paulo Gomes, 55 – Toronto, Canadá

Costuma fazer compras online? 

Faço sim. A minha filha ajuda-me um bocado nisso caso eu tenha alguma dúvida, mas agora compro várias coisas online.

Já fazia compras assim antes da pandemia?

Sinceramente não fazia muito antes, mas com a situação que vivemos, vi-me obrigado a ficar por casa e das poucas vezes que saía, encontrava sempre filas de espera, por isso comecei a optar cada vez mais pelas coisas online. E gosto, porque qualquer problema posso devolver e além disso não tenho contacto com ninguém, o que agora com este vírus é algo que me deixa mais sossegado.

Sente que este tempo de pandemia fez com que se inclinasse mais para esta opção de compra?

Muito mais mesmo, antes fazia uma compra ou outra, mas até mais por indicação da minha filha, ou porque era mais barato, ou porque não encontrava na loja. Mas agora nem comparo, já não procuro na loja, procuro primeiro online e depois se não houver é que vou à loja… Ou se demorar muito. Agora vivo esse processo das compras um bocado ao contrário do que era antes.

Agora que as lojas estão reabertas, pensa regressar ao comércio tradicional ou vai continuar a optar por comprar mais online?

Continuarei a ir comprar produtos de mercearia às lojas portuguesas, carnes, peixe, pão, tudo isso que é essencial… e outras coisas. Mas sem dúvida que agora, como dizia anteriormente, o meu pensamento virou um bocado… Se conseguir evitar sair para comprar na loja, evito.

Tem algum receio em relação aos pagamentos online?

Antes tinha, mas agora já não. Percebi que não devo usar um website qualquer, vou só mesmo aos que eu sei que não me falham… Posso até vir a ter algum problema, mas não posso dizer que isso me preocupa muito, acho que agora a segurança virtual é maior a nível de compras.

Catarina Balça / MS

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