Temas de Capa

Vale tudo para se chegar ao poder.

Eu sei que muitos apostam na política do “vale tudo”… Mas chegar ao cúmulo da vergonha é muito baixo.

Recentemente falou-se e foi confirmado que o governo português, mais propriamente a Direção Geral da Administração e Emprego, enviou um questionário designado “Fatores de motivação/satisfação no trabalho na Administração Pública”, para um número elevadíssimo de funcionários públicos (e só para os trabalhadores do Estado) com algumas perguntas polémicas, nomeadamente: “O período da Troika influenciou negativamente a minha motivação no trabalho?”; “A reposição dos salários afetou positivamente a minha motivação no trabalho?”; “O descongelamento progressivo das carreiras é motivador? “; “Sinto-me hoje mais motivado no trabalho do que há cinco anos?“ (fonte: jornal Expresso). Estas e outras perguntas devem ter uma resposta até 30 de setembro. Caso engraçado, mas vejam só que coincidência – não é que as eleições estão marcadas para logo a seguir (6 de outubro)? É caso para dizer que isto faz parte da campanha, o que não faz sentido nenhum. Nem tem comparação com nada que alguma vez se tenha feito. Mais grave, no meu ponto de vista, é este questionário ter sido por e-mail. Afinal estamos onde? Logo o António Costa, que não ganhou as eleições e formou um governo geringonça, (sim geringonça porque, vejam só, direta e indiretamente estão envolvidos 40 familiares nos ministérios – é marido e mulher, pai e filha, primos, segundos primos etc, até um ex-pasteleiro, primo de um tal Secretario de Estado que decidiu arranjar um tacho para o pobre).

Assim anda o país das maravilhas e mais engraçado é que não há fiscalização, nem mesmo por parte da comunicação social e sabem porquê? Enquanto houver canais de ligação com o irmão do primeiro-ministro, diretor de um importante órgão de comunicação, as coisas são abafadas e não passam para a praça pública. Como cada vez mais não se tira tempo para a leitura, as coisas quando se sabem já o comboio passou, porque nenhum canal tem coragem de dizer as verdades ao povo. E o povo vai ouvindo umas ali e outras do outro lado, mas a comunicação social, (canais de televisão e outros), dá-lhe a volta ao colocar em letras gordas os futebóis e as palhaçadas que ocorrem na outra casa onde se vive com os impostos dos pobres.

Assim anda a corrida política no nosso país, o governo faz campanha com os funcionários públicos pagos com os nossos impostos e mais grave é que a oposição, que deveria estar atenta a tudo isto, anda preocupada em limpar a casa. Sim, a limpeza no PSD realmente era preciso ser feita, mas com moderação. Rui Rio se trabalhasse bem as coisas e em vez de limpar a casa por completo limpasse só um quarto de cada vez, tinha matéria para ganhar ao Costinha. Afinal, este nada fez a não ser endividar o país cada vez mais.

É pena ver estas coisas a acontecer. Perguntas que são feitas só aos funcionários públicos e perguntas que borram a cara do governo, que se esqueceu que a Troika veio para Portugal por causa do PS.

Está provado que em campanha eleitoral vale tudo. Só não vale tirar olhos, mas um dia até isso vai valer. Desde que se elegeu um presidente da nação para andar a distribuir beijos e abraços e até comentar assuntos da atualidade, dizendo sempre o mesmo: “temos que apurar o que se passou”… Então, bora lá Sr. Presidente apurar o que se está a passar.

Ah! Já agora, para quem não sabe, Portugal tem a terceira dívida total do Estado mais alta do mundo.

Comece a pensar em quem vai votar.


Autor(a): Augusto Bandeira
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