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Teletrabalho, não gosto de ti!

Eu e os meus colegas de Portugal enfrentamos, como todo o mundo, grandes desafios com esta COVID-19. Com o estado de emergência, começámos a exercer as nossas funções a partir de casa. Organizámos a nossa rotina e o espaço de trabalho de formas diferentes. O distanciamento físico acabou por afastar grande parte dos recursos humanos, dos locais a visitar, dos artistas a entrevistar e o gostar de estar com os colegas. Os kms do nosso MDC MOBIL reduziram de forma considerável e o nosso cão Dálmata ficou sozinho a guardar o escritório…

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O cão Dálmata mascote do MDC Media Group em Portugal. Crédito: DR

Entrávamos assim em modo teletrabalho. Eu e os colegas estávamos seguros, mas não foi a mesma coisa. Fiquei a conhecer as rotinas todas do meu gato, transformei a mesa da sala no meu local de trabalho, fiquei a conhecer as salas dos meus colegas no Skype e adaptei-me às respetivas rotinas familiares em função da nova realidade. Cumpri as funções de trabalho remotamente mas isto de trabalhar em casa não foi muito do meu agrado porque o silêncio foi coisa muito rara, alterando o desempenho e produtividade. O teletrabalho, parecendo que não, exigiu alguma organização. Apesar de estar a trabalhar a partir de casa, foi fundamental manter os horários como em estado normal e muito importante evitar distrações. Esta crise de saúde mundial, provocada pela COVID-19, fez com que as ideias de trabalho que tínhamos na agenda fossem suspensas para dar lugar a outras, capazes de se adaptarem às exigências das novas e incertas circunstâncias do presente. O Skype e o Zoom passaram a ser as nossas maiores ferramentas.

O virtual ganhou protagonismo. Foi graças a essas ferramentas que encontrámos a nossa fonte de conteúdos – apesar dos primeiros passos de regresso à normalidade já estarem a ser dados, as interações virtuais com gente mediática dentro das diferentes qualidades, estilos e virtudes continuam. Confesso que fico assustado com este método de trabalho. De um modo geral, a pandemia acelerou e provou que competência e produtividade não dependem da presença física. Não gosto deste método de trabalho. Quero uma alteração de comportamento, não um afastamento social. Para nós, equipa da MDC aqui em Portugal o distanciamento não foi impeditivo para a união e para o trabalho.

A distância não nos impediu de estarmos uma vez por semana juntos a gravar exteriores sempre ao ar livre e com as regras implementadas. Com os colegas que estão longe, trabalhámos em modo de team building, criando o projeto Songs For Eva. Foi um verdadeiro teste à nossa equipa, toda ela em modo teletrabalho. E que bem que resultou. Estamos de volta ao escritório. Os planos de trabalho no exterior não foram restringidos, mas sofreram adaptações. Mas não será assim para sempre. Apesar do teletrabalho ter-se enraizado como prática comum, não se prevê que venha a substituir definitivamente o toque nas pessoas e o trabalho em locais físicos. Os dois vão andar lado a lado, mas há uma certeza em tudo o que estamos a viver: a crise irá passar. Podemos não saber quando, mas irá passar.

Paulo Perdiz/MS

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