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Residentes de Davenport debatem orçamento federal

A MP Julie Dzerowicz apresentou quarta-feira (21) o novo orçamento federal aos residentes de Davenport. Numa sessão que demorou quase 1 hora e meia a MP Liberal apresentou as linhas gerais do orçamento de 739 páginas, o maior de sempre na história do país e ouviu elogios e críticas ao documento.

Dzerowicz começou por esclarecer que neste momento o Canadá é o 3.º país dos G7 que mais pessoas já vacinou com a primeira dose. Cerca de 24% dos canadianos já receberam a primeira dose, uma percentagem que só é ultrapassada pelos EUA e pelo Reino Unido no grupo dos G7. Para além da extensão dos subsídios que vai permitir que mais pessoas continuem empregadas até ao outono, a MP destacou a maior flexibilidade do subsídio de desemprego para garantir que mais canadianos podem recorrer a esta ajuda.

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MP Julie Dzerowicz. Crédito: YouTube/Julie

O governo compromete-se também a reduzir as taxas nas transações online que vão permitir diminuir as despesas dos comerciantes e das pequenas e médias empresas. Sobre as associações sem fins lucrativos, que vivem dias difíceis por causa da pandemia, o governo reserva $400 milhões. 

A Ministra das Finanças reservou $30 mil milhões para investir ao longo dos próximos cinco anos na criação de uma rede nacional de creches acessíveis em todo o país. Cerca de 50% dos custos vão ser divididos com as províncias e o objetivo é que o custo da creche represente apenas $200 por mês, ou seja, $10 por dia, à semelhança do que já existe no Quebec. Com esta medida Chrystia Freeland acredita que as mulheres não vão precisar mais de escolher entre uma carreira profissional e a maternidade.

A economia verde é outra das grandes prioridades do orçamento. Mais de $ 100 mil milhões em novos gastos ao longo de três anos são para alimentar a recuperação e iniciar a transição para uma economia verde. Quase $20 mil milhões são para ajudar a conservar 25% das terras e oceanos até 2025 e colocar o Canadá no caminho para exceder as metas de mudança climática, reduzindo as emissões para 36% abaixo dos níveis de 2005 até 2030.

Se o orçamento passar o governo compromete-se a aumentar o salário mínimo nacional para $15/hora. Uma medida que a MP diz ter sido um pedido de muitos dos residentes de Davenport que se queixam que o custo de vida em Toronto está cada vez mais elevado e que avisam que sem aumentar ordenados, as pessoas vão forçadas a abandonar a cidade.

Mais de $5 mil milhões são para investir nos jovens que enfrentam dificuldades para pagar os estudos universitários porque não conseguem encontrar trabalho. Os Liberais comprometem-se com esta verba a evitar que esta seja uma geração perdida por causa do impacto da crise económica.

No capítulo da imigração, o objectivo é modernizar o sistema, realçar o programa Temporary Foreign Worker, acelerar os caminhos para a Residência Permanente e simplificar o Express Entry. O objectivo é fazer com que os imigrantes recém-chegados atendam às necessidades da economia que são críticas para fazer a economia crescer.

A primeira pergunta que uma das residentes de Davenport fez foi quanto é que o governo ia investir para ajudar os países menos desenvolvidos a adquirir vacinas. Ao todo são $2 mil milhões para fazer com que os mais pobres também tenham acesso às vacinas contra a COVID-19. Alguns residentes estranharam a ausência do Pharmacare do orçamento, ao que a MP respondeu que na próxima semana os habitantes vão ter a oportunidade de assistir a uma conferência virtual com a Ministra da Saúde, Patty Hajdu. Dzerowicz diz que o assunto foi discutido com as províncias, mas nem todas demonstraram interesse.

O luso-canadiano José Pinto elogiou a criação de um imposto sobre casas de proprietários estrangeiros para ajudar os jovens a conseguirem comprar casa própria, mas defendeu que o imposto deveria ser de 10%, em vez de 1%. O bairro de Davenport concentra um elevado número de artista e de trabalhadores da indústria do cinema e da TV que viram com bons olhos a criação de um fundo específico para apoiar este sector que foi fortemente afetado pela pandemia.

Até ao final de junho o governo promete ter 50 milhões de vacinas e uma das prioridades desde orçamento é fazer com que o Canadá tenha capacidade para produzir as suas próprias vacinas.

Joana Leal/MS

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