Temas de Capa

Regresso à Escola – Passar de ano automaticamente e o programa de créditos antecipado

Quando é que as notas escolares se tornaram menos importantes e que para aos estudantes parecem ser um passatempo?

Muitas vezes relembro os meus dias como estudante, especialmente agora com um filho de 14 anos – parece que foi ontem que estava a conduzi-lo ao primeiro dia de jardim de infância. Lembra-se quando era criança e o ano escolar parecia prolongar-se sem fim? À medida que envelhecemos, o ano parece passar a voar, tão depressa. Com o Nicolas a entrar no ensino secundário em setembro, como pai, quero refletir e escrever sobre algumas realidades atuais no sistema escolar de hoje. Algumas boas e outras nem tanto.

Ao longo dos últimos anos, Ontário adotou uma legislação de passagem automática referente a todos os alunos do 1º ao 12º ano. Simplesmente, os estudantes de hoje não têm de estudar, sobressair ou terem o compromisso de serem bons alunos. Independentemente do seu esforço e resultados nos testes, eles simplesmente ‘passam’. Imagine se a vida fosse assim… aparece ao trabalho e independentemente do seu esforço ou produtividade, não será apenas compensado como ainda simplesmente ‘passa’. Como pai e como defensor da comunidade, tenho a opinião de que os alunos devem ser incentivados a atingir standards elevados e objetivos que eles conseguem motivar-se a cumprir. Além disso, o que acontece com a juventude de hoje quando se veem perante uma crise ou insucesso no mundo real? Estamos a programá-los a pensar que independentemente do seu esforço, eles simplesmente ‘passam’. Qualquer insucesso no emprego ou na vida pessoal pode ter enormes repercussões. Quando enfrentarem colisões na estrada da vida serão os estudantes de hoje capazes de se levantarem e seguir em frente?

O Nicolas vai entrar no 9º ano, num novo colégio e, pela primeira vez, está fora da sua zona de conforto, sendo que frequentou a mesma escola desde que tinha 4 anos de idade. O Toronto Catholic School Board tem um programa novo muito interessante, onde durante o mês de julho os alunos que irão para o 9º ano podem frequentar a ‘escola de verão’ e não só receber um crédito extra como ainda, e mais importante, habituarem-se ao seu “novo ambiente”… E assim, o Nicolas conseguiu um crédito antecipado e conheceu alguns daqueles que serão os seus colegas do 9º ano. Como pai, agora sinto-me mais confortável com o Nicolas a frequentar uma escola com a qual está familiarizado e por não sentir aquele aperto no estômago que durante muitos anos foi carregado pelos estudantes no 9º ano nos seus primeiros dias. Parabéns ao Conselho Escolar Católico pela iniciativa espetacular…

José M. Eustáquio


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