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Prioridade? Pensar no coletivo

Prioridade? Pensar no coletivo-toronto-mileniostadium
Créditos: Erik Mclean

E o Natal chegou neste ano que passou praticamente em branco e cheio de grandes dificuldades a todos nós. 

Desde que decidi me mudar de país, sabia que essa época do ano seria bem diferente do que já havia tido em toda a minha vida, a começar pela neve presente na paisagem, mas sigo o ritual do meu pai que sempre preparava um prato de bacalhau delicioso, até hoje me lembro do cheiro que ficava na cozinha quando ele estava a preparar, tenho saudades, hoje meu pai aguarda o prato chegar a mesa e sempre com muita fome, que saudades.

Minha família é grande como a maioria das famílias brasileiras, mas vivemos espalhados por todo o país e como o Brasil é muito grande, isso levou-nos a comemorar esta época junto dos amigos mais próximos por vários anos e quando tínhamos sorte de encontrar com os nossos familiares, a festa era grande e as novidades eram tantas que tínhamos conversa para o ano todo.

A vida me levou a não ter filhos e com isso as minhas festividades do Natal tornaram-se mais comuns  em torno de adultos, embora eu tenha amigos que formaram famílias incríveis e com isso ganhei dois afilhados canadianos e mais alguns no Brasil, que sorte eu tive. Um presente para a vida toda e com uma certa responsabilidade. Quando aceitamos ser “madrinha” isso diz que aceitamos ser uma segunda “mãe”. Desde o nascimento deles, o Natal começou a ser mais comemorado, a corrida para saber o que eles gostariam de ganhar do “Santa” sempre foi muito engraçado, os desejos muito variados mas sempre simples ou até mesmo NADA, porque eles geralmente as crianças de hoje, têm quase tudo e entendem que nesta época o comércio urge por vendas. 

O quanto esta sendo importante a nossa ajuda para o comércio local neste ano? 100% importante. Li na edição anterior do Milénio Stadium um artigo escrito pela Amélie Bonsart “A avó veio trabalhar”, o título me chamou a atenção de imediato, porque quando se fala AVÓ sempre nos remete para uma senhorinha fazendo crochê ou a tricotar meias de lã. Pois bem o projeto são senhoras que produzem uma diversidade de produtos feitos artesanalmente e com a pandemia global estão a ter dificuldades para manter o projeto. Se quiserem saber mais sobre este projeto é fácil, procurem por “A avó veio trabalhar” nas redes sociais e ajudem os locais, porque pensar no coletivo é uma prioridade.

Sempre gostei do comércio local, vivi por anos na área grega em Toronto e essa parte da cidade é mais calma com um comércio variado. Tinha um ritual com uma amiga local de nos encontrarmos para um café e fazer compras nesta época e a escrever isso me lembro do frio e da quantidade de neve que tínhamos pelo caminho. O sucesso nas compras era sempre garantido, privilégio o nosso de ter gente criativa por todos os lados. Peço que pensem no comércio local, não só nesta época difícil, ajudem aqueles que estão lutando para manter o negócio aberto cheio de restrições, acessem o website dos pequenos empreendedores, contactem através das redes sociais, eles estão 24 horas abertos, a nossa ajuda é muito importante. 

O Natal será atípico como foi todo o ano de 2020, estaremos isolados seguindo as restrições estabelecidas pelo Governo. Cuidem-se, foco no hoje para que possamos ter uma vida saudável amanhã, milhares de pessoas estão nos hospitais ao redor do mundo lutando para viver e temos que fazer a nossa parte para que essa pandemia acabe, será uma luta de todos! Feliz Natal!

Fa Azevedo/MS

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