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Presidenciais EUA – quem será o próximo presidente? Trump ou Biden?

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A poucos dias das eleições presidenciais dos EUA, os candidatos ainda estão separados por alguns pontos nas intenções de voto dos americanos – Biden tem uma vantagem sobre Trump, mas este acredita num milagre e acha que ainda pode recuperar terreno. Será?

As últimas sondagens davam vantagem a Biden, com 52.1% da preferência do eleitorado, e Trump ficaria pelos 43%. Como sabemos, sondagens são o que são e não se pode esquecer o que aconteceu nas ultimas eleições – só foi preciso uns estados para que tudo se alterasse, tudo se pode repetir. Nos estados considerados essenciais para a vitória dos republicanos tudo pode acontecer porque até ao lavar dos cestos um simples bago pode ser o suficiente para encher o pipo e é isso que os republicanos esperam que venha a acontecer. Tal qual como nas últimas eleições – tudo dava a crer que os democratas ganhavam, mas foi uma surpresa. Será que no dia 3 de novembro tudo se pode repetir? Embora nestas eleições, segundo o que tem vindo a público, na Pensilvânia, Michigan e Wisconsin as sondagens mostrarem que Biden continua a subir, por outro lado os republicanos dizem que nestes mesmos estados, mais ainda na Flórida e Arizona, que são considerados muito importantes para o tal desfecho da noite, as inscrições de eleitores do seu lado também continuam a crescer. Este crescimento para os republicanos mantém a chama acesa até à reta final da campanha. Cada estado possui um número de delegados de acordo com a sua população: a Califórnia tem o maior número de delegados (55), já outros como Delaware tem apenas três. No total, são 538 delegados e para ganhar as eleições presidenciais é necessário obter a maioria no Colégio Eleitoral, ou seja, 270 votos. Já no que toca a sondagens nacionais como as da organização “RealClearPolitics” diz-se que Biden pode assegurar a maioria dos delegados e que Trump ficará muito abaixo, mas há que esperar por surpresas como aconteceu em 2016.

Esta parte faz confusão porque nos EUA as eleições são diferentes, até mesmo a contagem – por exemplo, a maioria dos estados usa o chamado sistema “winner-takes-all”, quer isto dizer que o vencedor leva tudo, ou seja, vencer na Califórnia fica com todos os 55 votos, ainda que a vantagem sobre o outro candidato tenha sido de algumas décimas de pontos percentuais. Apenas dois estados não seguem essa lógica – Maine e Nebraska. Isto no meu entender não faz sentido, um candidato pode ter mais votos, mas não conseguir os delegados necessários para ser eleito Presidente. A mim faz-me confusão.

O que se vê nestes últimos dias é um queimar de cartuchos em sondagens e, cada vez que os resultados saem, os candidatos mudam de discurso. Uma delas, recentemente, dava uma nota negativa ao atual Presidente – mais ou menos 53% dos eleitores desaprovam a gestão de Trump e apenas mais ou menos 43% aprovam, o que deixa o Presidente numa situação complicada no que toca a uma possível reeleição. Todas estas notícias fazem com que Trump ande alterado e passe a um discurso agressivo.

Leia também: • Trump, Biden trade insults, accusations in U.S. presidential debate

Sondagens valem o que valem e levando em conta o complexo sistema eleitoral americano, as margens de erro e possíveis falhas nas pesquisas e nas sondagens que têm sido feitas, podem não refletir a realidade na próxima terça-feira (3). Tenho notado mudanças de dois em dois dias. Se Trump vencer na Flórida, sendo um dos estados que precisa de vencer e onde, segundo últimas notícias, os republicanos conseguiram inscrever 146,644 eleitores nas últimas semanas, ele ganha mais peito. Depois tem o Arizona onde os democratas têm reduzido a vantagem entre eleitores registados, tudo derivado ao crescente número de eleitores jovens latinos. Só nos últimos meses os republicanos conseguiram adicionar 30,000 eleitores a mais do que os democratas.

Por tudo isto ninguém pode arriscar um resultado final, ainda por cima tendo em conta o clima de novo pico de pandemia, o que torna ainda mais difícil prever de que lado estarão os eleitores que não têm receio de passar horas nas filas à espera para votar. Porque vai acontecer e pode afetar mais um do que outro. Será que vai haver paciência para assegurar distanciamento social? Os eleitores podem desanimar e não esperar para votar – qualquer candidato pode perder pontos com isto.

Por todas as incertezas e os altos e baixos os candidatos passaram o primeiro debate a insultar-se um ao outro e pouco ou nada disseram para o bem e futuro do cidadão americano, a não ser ataques pessoais e até afirmando envolvimento de alguns membros em casos de suspeitas de corrupção. E assim vai a política nos EUA.

Entre os dois, venha o diabo e escolha o futuro Presidente do país mais poderoso do mundo. Será que os EUA vão sair mais fortes com esta eleição? E para o Canadá, qual o melhor candidato?

Vamos esperar para ver o final no dia 3 e esperemos o melhor porque da campanha pouco ou nada se tirou. 

Augusto Bandeira/MS

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