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Paga o que deves!

 

Paga o que deves-mundo-mileniostadium
DR.

 

Meus amigos: quem foi o espertinho que se “esquivou” e não comeu as 12 passas no final de 2019? Bonito serviço…

Eu cá, por muito que me custe, vou continuar servir-me de todas as tradições/rituais/mezinhas/superstições (chamem-lhe o que quiserem) para, pelo menos, tentar não ter um ano igual a 2020. Qualquer ajuda é boa, certo? E pior não fica, digo eu.

E agora a conversa é contigo, oh Covid! Mas afinal estamos onde? Na casa da Maria Joana? Entras pelo mundo dentro sem pedir licença e é tudo teu? Mas porquê? O que te motivou a causar-nos tanto sofrimento? 

Mas sabes que mais? Ainda que nada nos prepare para uma situação como esta, nós até podemos cair no primeiro embate… mas levantamo-nos mais fortes. E conseguimos provar-te isso durante este ano. Tivemos as nossas dúvidas, desconfianças e, é claro, um medo enorme, mas com o passar do tempo começámos a perceber como é que “o bicho mexe”. E não, não estou a referir-me aos incríveis diretos de Instagram do Bruno Nogueira. 

Ainda que, como sempre, existam aqueles que têm sempre um dedo pronto a apontar aos que – ao contrário deles – dão o corpo às balas e, pelo menos, tentam encontrar soluções e combater da forma que podem um inimigo invisível e desconhecido, a verdade é que a (até ver) “solução”, em forma de vacina, foi conseguida em tempo recorde. E isso só pode ser resultado de um esforço do tamanho da vontade de nos vermos livres de ti. Já chega de sofrimento, de mortes, de desgraça. Chega de álcool-gel, de distanciamento social, de máscaras que nos “roubam” o sorriso. Quão maquiavélico és tu, Covid, para quereres um mundo assim? 

E não sei quem te deu a minha morada nem porque te fizeste convidado, mas também foste corrido à vassourada. Que te tenha servido de lição!

O medo que espalhaste pelos quatro cantos do mundo tornou-nos, a todos, iguais – fez-nos perceber que, sem exceção, queremos amor, carinho, saúde, liberdade. Conceitos tão simples mas tão indispensáveis… principalmente quando nos vemos privados deles! 

Ainda que nos tenhamos adaptado, que tenhamos transformado as nossas salas em escritórios, que os cães se “riam” por sermos nós quem agora usa o “açaime”, que já quase não tenhamos pele nas mãos de tanto esfregar… Fica sabendo que não nos vences pelo cansaço. 

Por isso, Covid, não te faças de desentendido e paga o que deves. Porque em 2021 vamos cobrar tudo o que nos tiraste. E com juros!

Ps: Por amor de Deus não se esqueçam da roupa interior azul!

Inês Barbosa/MS

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