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“O melhor presente que podemos dar a nós mesmas é aceitarmo-nos como somos”

- Patrícia Ribeiro Wolfson

Patrícia Ribeiro Wolfson é a convidada da Federação de Empresários Luso Canadianos (FPCBP) para celebrar virtualmente o Dia Internacional da Mulher, um evento que conta com o apoio do grupo MDC, proprietário do Milénio Stadium. O tema deste ano é “Women in Leadership: Achieving an equal future in a COVID-19 world” e com as receitas do evento uma estudante luso-canadiana vai receber uma bolsa de estudo. Abaixo fica o perfil de Wolfson, uma comunicadora nata que se tornou numa coach e que ajuda outras mulheres a realizarem os seus sonhos e a encontrarem o seu equilíbrio. 

O melhor presente que podemos dar -us-mileniostadium
Patrícia Ribeiro Wolfson. Crédito: DR

Patrícia Ribeiro nasceu em Lisboa e apesar de ter crescido em Toronto a certa altura da vida decidiu trocar a cidade mais multicultural do mundo por Nova Iorque, a cidade que nunca dorme. Para trás deixou uma carreira de sucesso na televisão canadiana para abraçar um projeto desafiante: o “Saturday Night Live”, um programa de TV americano que se baseia em sketches de comédia.

O interesse pelos media começou muito cedo e estreou-se numa rádio portuguesa aos nove anos a ler histórias no programa “Palmo e Meio” na Chin Radio. Aos 18 anos foi a vez de se estrear como jornalista e apresentadora de TV no programa “Só Desportos” na CFMT, hoje OMNI. 

Filha de Jorge Ribeiro, o fundador da Aliança dos Clubes e Associações Portuguesas do Ontário (ACAPO), Patrícia esteve sempre envolvida com a comunidade portuguesa, dançou no Rancho Folclórico da Casa do Benfica e sempre participou nas comemorações do Dia de Portugal. Patrícia recebeu uma bolsa de estudo da FPCBP e formou-se em Rádio e Televisão na Ryerson University em 1996. 

Tornou-se conhecida do público com o programa de TV “Uh Oh!” da YTV que esteve no ar durante seis temporadas e que foi também transmitido no Discovery Kids nos EUA, Austrália e em Singapura. Na YTV Patrícia apresentou também o programa “The Anti-Gravity Room” e foi a autora da uma notável reportagem sobre tourada portuguesa. 

Hoje Patrícia é mãe de três rapazes, de oito, 10 e 12 anos e tornou-se coach. Casada com um pediatra e a viver em Nova Iorque, Patrícia olha hoje para trás e não tem dúvidas que, mesmo com uma carreira profissional bem estabelecida em Toronto, tomou a decisão certa quando decidiu arriscar e ir para os EUA. “Naquela época da minha vida eu queria experimentar novos projetos porque era jovem e tinha a oportunidade de ter mais responsabilidades. Já tinha experiência de televisão e a ideia de voltar a cantar em Nova Iorque pareceu-me uma aventura incrível, e foi! Durante alguns anos viajei entre Toronto e Nova Iorque enquanto trabalhava na YTV, mas depois conheci o meu marido, constituímos família e agora o nosso tempo é passado sobretudo em Nova Iorque”, partilhou. 

O melhor presente que podemos dar -us-mileniostadium
Patrícia com os três filhos e o marido. Crédito: DR

A maternidade e a vida profissional foram um dos grandes desafios da sua vida, mas ainda assim garantiu-nos que sempre teve a opção de escolher. “Tive sorte porque tive a opção de escolha, embora o meu plano tenha sido sempre ficar em casa quando chegasse a altura de constituir família. O meu trabalho era flexível e para mim era muito importante passar parte do meu dia com os meus filhos. Queria estar presente, por eles e por mim e sabia que ia voltar ao trabalho quando estivesse pronta e que a partir daí tudo se ia desenrolar de forma natural”, justificou. 

A dada altura da sua vida Patrícia decidiu fundar a Jump Start For Change, uma empresa que pretende inspirar e dar força às mulheres. Depois de anos de experiência em televisão e na indústria do cinema, Patrícia decidiu ficar em casa a criar os seus filhos e nessa altura tornou-se uma life coach certificada, terapeuta em Reiki e em Terapia Energética Integrada. Quando combinou a sua experiência em comunicação com a sua jornada pessoal de autoconhecimento, criou os programas “Soul Seekers TV” e  “Goddess Gatherings”. “O programa Soul Seekers TV com a minha amiga e parceira Linda Krauss Barnett surgiu devido à nossa experiência em TV e cinema e devido à nossa paixão por ajudar as pessoas. O nosso programa ajuda as pessoas a se conectarem com os seus dons e talentos para que possam brilhar no mundo. No meu outro projeto, Goddess Gatherings, trabalho com outra das minhas melhores amigas, Marissa Wagenberg, e a nossa missão é liderar as pessoas através dos desafios das suas vidas, dando-lhes orientação e testemunhando a sua jornada de cura”, afirmou. 

Patrícia ajuda as pessoas a atingirem os seus objetivos com base em objetivos reais e não em conceitos pré-fabricados. “As pessoas podem seguir na direção certa quando se libertam de bloqueios que as mantêm num ciclo energético velho onde fazem as mesmas coisas de forma repetida. Através do coaching ajudo-as a curaram as feridas e a verem o presente”, avançou. 

Uma das frases célebres de Patrícia é que cada mulher é responsável por ser a melhor versão de si, mesmo sendo mãe. “Apesar de admirarmos pessoas que conseguiram realizar determinados feitos nas suas vidas, nós não somos essas pessoas e mesmo que tenhamos seguido o mesmo caminho podemos não conseguir atingir os mesmos resultados. Muitas das minhas clientes são mães e lidam muito com esta realidade. Existem tantas expectativas para as mulheres na nossa sociedade que pode ser uma estrada solitária a percorrer se quisermos fazer as coisas de uma maneira diferente das gerações anteriores”, contou. 

A coach diz que apesar de muitas mulheres trabalharem e criarem, em simultâneo, as suas famílias, ainda existe muito estigma associado à escolha que as mulheres fazem para viver a sua vida. “No final quem sabe o que é melhor para nós somos nós próprias e não os outros. Ninguém nos pode orientar como devemos criar a nossa família, lutar pelos nossos sonhos ou viver a nossa vida. Não devemos estar à espera da aprovação das outras pessoas porque isso pode nunca acontecer. O melhor presente que podemos dar a nós mesmas é aceitarmo-nos como somos. Levar a vida desta forma é um exemplo maravilhoso para os nossos filhos”, concluiu

Joana Leal/MS

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