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Museu dos Baleeiros O Museu mais visitado dos Açores

As paisagens dos Açores conquistam cada vez mais adeptos e até os portugueses estão a descobrir o arquipélago. A região tem vindo a conquistar vários prémios internacionais e atualmente está no ranking dos 100 destinos mais sustentáveis do mundo. A caça à baleia foi outrora uma das principais atividades económicas dos Açores e hoje o arquipélago conserva este legado em vários museus. O mais visitado da região é o Museu dos Baleeiros, que está localizado nas Lajes do Pico, ilha do Pico.

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O Museu dos Baleeiros é o único em Portugal especializado na baleação artesanal e no ano passado conquistou o prémio “Portugal Cinco Estrelas”, uma escolha do consumidor que o considerou um dos 79 ícones de referência nacional.

A atividade, que colocava homens e gigantes lado-a-lado, no meio do oceano, em embarcações de pequeno porte, começou na segunda metade do século XIX e só terminou em 1986, quando Portugal entrou para a CEE (Comunidade Económica Europeia), hoje União Europeia. No Museu dos Baleeiros vai poder percorrer a história da baleação e estar perto de botes, arpões, lanças e de outros instrumentos que eram usados para caçar baleias. Aqui pode ainda encontrar exemplares de scrimshaw, uma técnica que consiste em gravar desenhos em dentes de baleia (marfim) que até finais da década de 50 era pouca valorizada.

Os dentes de cachalote podem chegar a pesar mais de 1 kg e estão presentes nos Açores em museus de várias ilhas, nomeadamente Faial e Flores. A observação de baleias que hoje existe em várias ilhas açorianas foi fundada nas Lajes do Pico pelo francês Serge Viallelle e só pelas águas açorianas passam mais de 28 espécies de cetáceos. A caça à baleia está representada na literatura açoriana através dos livros de Dias de Melo, escritor natural da Calheta, concelho das Lajes do Pico, cujas obras estão traduzidas em várias línguas.

No Pico pode ainda alugar um iate e explorar o alto mar ou mergulhar com tubarões. Algumas das fotografias que encontra no National Geographic, capturadas pelo fotógrafo Nuno Sá, nascido em Montreal, no Canadá, são capturadas nestas ilhas. Sá é o fotógrafo subaquático mais premiado em Portugal e um dos melhores do mundo.
Em 2018 as Lajes do Pico foram um dos vencedores do concurso da RTP “7 maravilhas à mesa” que evidenciou alguns dos produtos da gastronomia da ilha – polvo, cavaco, queijo e vinho. Na Madalena do Pico pode visitar o Museu do Vinho e a paisagem protegida Paisagem Protegida da Cultura da Vinha da Ilha do Pico que é considerada pela UNESCO como património da humanidade desde 2004.

Os vinhos do Pico chegaram à mesa dos czares da Rússia e ainda hoje a rocha à beira mar apresenta marcas, o fenómeno é conhecido por rilheiras. No verão a ilha do Pico tem ligações aéreas regulares e em relação à estadia a oferta é variada, desde a hotelaria tradicional ao turismo rural. O New York Times considera os Açores um dos 52 destinos a visitar em 2019.

Joana Leal

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