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Marca portuguesa de roupa de homem chega a Toronto: Stretchiatella tem clientes famosos em Portugal

“Vista-se mal e notarão o vestido. Vista-se bem e notarão a mulher”. A frase é de Coco Chanel, uma das mulheres que mudou a história da moda no mundo. Hoje esta indústria assume cada vez mais importância no universo masculino, que procura produtos sofisticados, excêntricos e de boa qualidade.

A Stretchiatella é uma marca 100% portuguesa, fundada pelo estilista Hugo Conceição, que oferece ao consumidor a possibilidade de personalizar as peças de roupa e que em breve vai estar disponível em Toronto.
Esta semana o Milénio Stadium esteve à conversa com Miguel Braga, responsável pelos direitos de distribuição da marca no Canadá e foi tentar perceber o que torna esta marca tão especial.

Milénio Stadium: Como é que surgiu esta ideia de trazer uma marca portuguesa para Toronto?
Miguel Braga: Muitas vezes sou abordado na rua e as pessoas perguntam-me onde é que comprei a minha roupa. Quando digo Portugal elas ficam surpreendidas e dizem que infelizmente fica muito longe para ir fazer compras. O Hugo Conceição tem um grande destaque nesta área, em Portugal e em Itália, a capital da moda, confio muito na Stretchiatella e acredito que tem imenso potencial.
Em Portugal a loja fica no n.º 38 da Rua Eça de Queiroz, em Braga, de onde eu sou natural, daí que o espaço se chame Officina 38, que funciona como uma espécie de montra para o mundo. O pai tem 50 anos de experiência na alfaiataria e o Hugo já vai nos 22 anos. Ele é muito excêntrico, criativo, tem uma grande personalidade e um grande carisma e gosta muito de arriscar.

MS: O made in Portugal é melhor?
MB: Sem dúvida, os produtos italianos também são muito bons, mas o preço é exorbitante. Em Portugal a mão-de-obra é muito boa e o controlo de qualidade é excelente. Para além disso, temos que ajudar os nossos.

MS: Quando e onde é que podemos comprar os produtos desta marca?
MB: Em meados de setembro vamos fazer o lançamento oficial da marca no terraço de um hotel na baixa de Toronto e numa primeira fase a Harry Rosen vai vender as nossas calças de ganga. Os nossas jeans são únicos a nível de qualidade e de design e depois da Harry Rosen vamos apostar em lojas boutique. Um par de calças vai custar em média cerca de $380 canadianos, o que é acessível tendo em conta o que existe no mercado neste segmento.

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MS: Em Portugal a marca tem vários clientes famosos.
MB: Empresários e jogadores de futebol e influencers do mundo da moda, sobretudo. O Jorge Mendes, empresário do Ronaldo, é nosso cliente, mas também vestimos o Vítor Baia, jogadores de futebol do Porto, do Guimarães, do Braga e do Rio Ave.

MS: Como é que definem o vosso conceito?
MB: Os nossos produtos são únicos, é um conceito que praticamente não existe em Toronto. As nossas peças são excêntricas, pormenorizadas e o tecido é de muito boa qualidade. Não falta roupa com qualidade em Toronto, mas infelizmente falham um bocadinho no corte e nos pormenores, as peças são sempre muito básicas.

MS: Que tipo de peças é que a marca tem?
MB: Todo o tipo de roupa de homem: blazers, camisas, calças de ganga, sapatos, fatos por medida para casamentos. No campo dos acessórios temos gravatas, lenços e pulseiras. Apesar de os produtos ainda não estarem à venda em Toronto, podem visitar a página oficial da marca que é www.stretchiatella.com.

MS: Quais são as vantagens de fazer roupa por medida?
MB: É sempre diferente porque quando compramos pronto-a-vestir por mais que tentemos arranjar nunca fica igual à roupa que foi feita só para nós. O alfaiate faz sempre a manga mais estreita para os braços parecerem mais compridos, tenta esconder a barriga e joga com as medidas para criar a ilusão de que as pernas são mais compridas. A roupa não funciona como as meias, cada um de nós tem um corpo diferente.
Nós personalizamos camisas, calças, sapatos, fatos… É sempre um pouco mais caro, mas a peça torna-se exclusiva, é essa a grande vantagem.

MS: Depois do Canadá a marca vai chegar aos EUA?
MB: Neste momento já tenho um armazém de distribuição em Los Angeles, na Califórnia e vamos começar pelas lojas boutique, em Los Angeles, Nova Iorque e Miami, para perceber se a marca é bem aceite no mercado. Depois talvez Saks Fifth Avenue, logo se vê.

MS: A imagem ajuda no mundo dos negócios?
MB: Nós somos a cara do nosso negócio e uma boa imagem faz diferença quando abordamos as pessoas. Com as cores certas conseguimos transmitir confiança – por exemplo, se vou reunir com um cliente pela primeira vez tento sempre usar tons de azul. Os homens modernos preocupam-se cada vez mais com a imagem e são vaidosos.

Joana Leal


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