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Governo quer regresso às aulas em setembro com alunos nas salas de aulas

Muito preocupante para uns, menos para outros

Segundo o que tem vindo a público ainda não existe uma data oficial para iniciar o ano letivo 2020/2021, mas o Governo do Ontário pretende que seja em setembro e que nessa altura o regime seja presencial para todos os alunos. Há especialistas em educação que são favoráveis ao retorno à escola, desde que os alunos sejam devidamente preparados e, claro, organizados em grupos pequenos, mas o que tem vindo a publico não garante isso – da parte governamental tudo indica que maioria das salas serão como no passado com números elevados, mas há quem peça que o número seja reduzido para metade.

 

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Eu pessoalmente concordo com o número de alunos reduzido para garantir uma segurança nas crianças, porque muitas delas vivem isto com muita preocupação e a maioria já se assusta ao ouvir a palavra coronavírus. O Governo tomou a decisão de voltar às aulas presenciais, decisão com a qual eu concordo plenamente, mas logo que a ponham em prática que seja com muito cuidado e com pessoal preparado para lidar com os alunos. Uma coisa é chamar a atenção a um adulto para uso de máscara e para manter distância de dois metros – e mesmo esses nem sempre obedecem -, mas como vai ser chamar a atenção a uma criança entre os 6 e os 12 anos?

Será que os auxiliares estão preparados para lidar com este tipo de problemas? Vai ter que haver uma preparação nos auxiliares de educação muito bem organizada e com muito cuidado para não haver falhas, para que todos estes estejam muito bem preparados para lidar com os problemas que se aproximam. Psicologicamente vai afetar uns e outros, tanto alunos como até os próprios professores – aqui o Governo deve preparar as equipas e pensar bem em reduzir o número de alunos nas salas de aulas para que as crianças mantenham a devida distância imposta, porque não pode ser só nos restaurantes ou até nas salas de cinema, deve ser para todos igual, não há diferenças, deve haver um certo cuidado com as crianças que sofrem de asma, com os que têm problemas de respiração, até com certos tipos de sangue que dizem haver tendência e que são mais suscetíveis à infeção pelo novo coronavírus e apresentam maior risco de contrair uma infeção. Segundo estudos já feitos, há grupos sanguíneos que têm mais percentagem e são mais suscetíveis à infeção. Era aqui que a delegação de saúde devia entrar e usar/investir parte dos milhões que vão estar disponíveis e salvaguardar, ter mais cuidados com crianças com mais risco de infeção e colocar essas em números mais reduzidos ainda. Não se pode dizer que uma criança tem poucas hipóteses em contrair a doença, isso é um engano. Isso vê-se no que está acontecer em países que já retomaram as aulas – depois do início das aulas os números aumentaram em crianças pelo facto de não ter havido o devido cuidado. Como todos sabemos o Governo de Ford aceitou as recomendações dos epidemiologistas sobre corte de adolescentes e restruturação dos horários de ensino. Sabe-se também que será obrigatório uso de máscaras, que serão feitos testes obrigatórios etc., mas tudo isto fica aquém da capacidade de distanciar fisicamente os alunos. Ainda não percebi bem como vão convencer uma criança a afastar-se dois metros do amigo que não vê há meses! Está tudo muito bem da forma como os políticos apresentam as coisas mas esperemos para ver na prática.  Depois de aprovarem $309 milhões de dólares, que estes sejam bem empregues e em benefício dos alunos e dos professores e que não se esqueçam de meios para recuperar aqueles que ficaram para trás no ensino à distância – ninguém diz nada mas muitas crianças e adolescentes com a pandemia perderam muito do que no futuro lhes vai fazer falta, e para isso tem que haver turmas com menos alunos, mais professores para ajudar os que por razões óbvias perderam parte do que lhes teria que ser transmitido durante os meses que as aulas foram canceladas. Esperemos que tudo seja como está a ser colocado em papel e que os  milhões sejam a salvação do regresso às aulas que muito bem vai fazer às crianças e até aos próprios professores. 

Augusto Bandeira/MS

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