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“Estou mentalmente e fisicamente exausto, mas tento manter um sorriso no rosto” – Peter De Quintal

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DR.

No momento em que várias províncias do Canadá passam por uma segunda ronda de confinamento para fazer frente ao coronavírus, é altura de olhar para trás e analisar o caminho percorrido até aqui. O que deu certo? O que poderia ser melhorado? Como estão os trabalhadores da linha da frente, quase há um ano dentro desta luta dia após dia? Nas palavras de Peter De Quintal, agente da Polícia de Toronto, ficamos com um retrato de como têm sido estes últimos tempos.

Milénio Stadium: Um ano após o despoletar da pandemia de Covid-19, como diria que estamos a lidar com a situação em Toronto e no Canadá?

Peter De Quintal: Penso que estamos a fazer o melhor que podemos com a situação que nos foi dada. E embora estejamos longe de estar bem, estamos a ir superando os desafios.

MS: Sente que os medos iniciais que tínhamos em relação à pandemia, há um ano, foram desaparecendo ou que, por outro lado, aumentaram?

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Peter De Quintal. Crédito: DR.

PDQ: Acredito que o medo ainda está lá. E deveria estar, mas acho por vezes nos tornamos complacentes. Precisamos de redirecionar nossa atenção para perceber que estamos realmente no meio desta crise e precisamos de lembrar o que fizemos no passado mês de março.

MS: Tem sentido apoio suficiente por parte dos nossos políticos e líderes comunitários? Concorda com as decisões que têm sido tomadas para enfrentar os riscos iminentes?

PDQ: Penso que os políticos e líderes estão a fazer o melhor que sabem e precisamos de os apoiar. Precisamos de pôr as nossas crenças políticas individuais de lado e trabalhar juntos para o bem de todos.

MS: Como é que a pandemia o tem afetado a vários níveis, nomeadamente profissional, mental e físico durante este último ano?

PDQ: Profissionalmente, muita coisa mudou, pois estou de volta ao trabalho de resposta da linha do 9-1-1 e tenho trabalhado na linha de frente desta pandemia, em geral. Estou mentalmente e fisicamente exausto, mas tento manter um sorriso no rosto e perceber que muitos de nós estamos no mesmo barco.

MS: Tem visto as pessoas a cooperar com as autoridades para baixar os números de novas infeções? O que está em falta na nossa estratégia?

PDQ: Acho que a maioria de nós se envolve e está disposta a trabalhar em conjunto para um resultado melhor, mas infelizmente há alguns que não se importam com a mensagem e, infelizmente, acabam por prejudicar todos nós.

MS: Que conselho deixar às nossas comunidades nesta fase difícil?

PDQ: Eu gostaria que todos soubessem que estamos nisto juntos. De verdade. Todos nós fazemos sacrifícios para que um dia possamos, em breve, voltar ao que estamos a perder e a querer de volta.

Telma Pinguelo/MS

• Leia também: O combate na linha da frente

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