Temas de Capa

“Educação é o caminho que abre portas”

O Dia Internacional da Mulher é um dia que celebra, à escala global, as conquistas da Mulher ao nível social, político, económico e cultural. O tema das Nações Unidas deste ano é “Equilibrar para Melhorar”.

De uma forma simples, convocam-se todos para a necessidade de celebrar as realizações das mulheres enquanto se apela para um mundo com um maior equilíbrio de género.

Lamentavelmente, todos os anos ouvimos “porque continuamos a celebrar o Dia Internacional da Mulher?” E a resposta, ano após ano, permanece a mesma: para lembrar a sociedade que as mulheres continuam, tenazmente, a desafiar o preconceito e continuam a lutar diariamente pelos seus direitos; porque, até este dia, as mulheres no Canadá e no mundo inteiro, continuam a sofrer de abuso e violência doméstica, mutilação de género, morte em nome da “honra”, apedrejamento, e porque, em Portugal, o Juiz Neto de Moura se recusa condenar homens que bateram em mulheres , e quase as mataram. Não apenas pelas razões apontadas, mas por tantas outras, é surpreendente que, em 2019, encontremos ainda mulheres que, orgulhosamente, reivindicam não ser feministas.
Assim a batalha continua e nós, as feministas orgulhosas, continuamos a educar as meninas e as mulheres, mostrando-lhes porque deveriam ser feministas orgulhosas. Lembramos-lhes que as estradas, por onde caminham hoje, foram pavimentadas com o trabalho duro e perigoso de mulheres muito corajosas.

Nellie McLung lutou, entre outras coisas, pelo direito de voto das mulheres no Canadá, em 1918 (com algumas limitações).

O famoso “Grupo das Cinco” liderado por Emily Murphy foi para o Conselho Particular (naquele tempo em Inglaterra) pedir que as mulheres passassem a ser reconhecidas como pessoas. Assim, as Mulheres no Canadá passaram a poder possuir bens móveis e tornaram-se pessoas, no dia 18 de outubro 1928.

É bom lembrar as não-feministas que se não tivesse existido o Grupo das Cinco, por exemplo Ana Bailão não seria hoje vice-presidente da Câmara Municipal de Toronto. Quando não se é considerado pessoa não se pode liderar ou participar ativamente na vida em sociedade.

Ainda nos dias de hoje, no mundo do trabalho, quer no Canadá, quer em qualquer outra parte do mundo, são muito poucas as mulheres que alcançam posições de topo em empresas de dimensão nacional ou multinacional. Muito poucas mulheres conseguem o lugar de maior prestígio e posições de liderança nos governos do mundo. As mulheres que ocupam esses cargos proeminentes têm que,, continuamente, fazer prova de si próprias, muito mais do que os homens. Em geral, as mulheres ainda estão presas a lugares medianos da administração e aquele impercetível teto de vidro continua firme, apesar de algumas rachas. Hilary Clinton tentou quebrá-lo, mas o tal teto permanece bastante intato. O teto de vidro intangível será quebrado, completamente, um dia. A ferramenta que o quebrará e o manterá aberto é a educação. Neste Dia Internacional da Mulher temos que encorajar as mulheres, jovens e mais idosas, a apostarem na educação.

Educação é o caminho que abre portas que, caso contrário, tendem a permanecer fechadas. Aquele pequeno pedaço de papel é mágico. Abre portas e dota-nos de confiança para reivindicarmos o nosso lugar ao sol. Educação é a ferramenta que nivela o campo de jogo.

Educação é a ferramenta mais poderosa que eu conheço Nelson Mandela

Feliz Dia Internacional da Mulher.

Cristina Marques

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