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Crise aérea em tempo de Pandemia

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Crédito: Austin Zhang

 

Caros leitores,

Espero-vos bem.  Mais uma semana que nos deixa e quase com o Natal a bater-nos à porta. 

Falamos sobre algo que, desta feita, nos afeta a todos diretamente. Falamos esta semana sobre o período crítico da aviação, das transportadoras aéreas. Muitas e devido à crise encontram-se à beira da falência e algumas até já faliram, sem terem alternativas a que recorrer.

A crise da Covid 19 ameaçou a sobrevivência da indústria dos transportes aéreos e os livros da história da mesma recordarão este “bendito ano capicua de 2020” como o pior ano financeiro jamais vivido até hoje. Custos reduzidos na ordem de mil milhões de dólares diários e continuam a acumular perdas e extensos prejuízos. Alguns irreparáveis.

A IATA que é a associação internacional de transportes aéreos, diz que as companhias perderam lucros na ordem dos 60% a nível global e estima que o ano de 2021, pelo menos o primeiro trimestre assim continue.

Onde vamos parar?

Ao nível de companhias nacionais, a Sata, ou Azores Airlines como lhe queiram chamar, começou por suspender e depois reduziu substancialmente os voos para e de Toronto.

Não vou muito a fundo pois sempre foi uma companhia aérea muito atribulada e causou enormes transtornos à nossa comunidade, não obstante o apoio que esta sempre lhe deu. Contudo, esta diminuição de oferta de voos irá causar grandes transtornos visto que quem quer viajar para as regiões autónomas ir-se-á deparar com maiores obstáculos e longos percursos até chegar ao destino. A Air Transat não aguentou a carga e, muito em breve, (se é que já não o é), será propriedade da Air Canada, e por Portugal Continental, continuam as atribulações da TAP Air Portugal, que se tem tornado nos últimos anos um grande e escuro buraco financeiro.

Deixando de pertencer ao setor privado, a “nossa” TAP, continua agora com graves problemas onde são agora necessários cerca de 3,7 mil milhões de euros até 2024, no pior cenário. Os cortes previstos poupam a Portugália. O apoio do Estado à TAP este ano vai variar entre 970 milhões de euros e os 1.074 milhões de euros e será dado através de garantia pública a um empréstimo junto de terceiros, afirmou o ministro das Infraestruturas. Pedro Nuno Santos revelou ainda números para aquele que poderá ser o montante máximo da ajuda pública à companhia aérea num cenário mais adverso e que oscilam entre os 3.414 milhões de euros e 3.725 mil milhões de euros até 2024. Estes totais incluem já uma almofada financeira e o empréstimo de 1,2 mil milhões de euros concedido em 2020.

Falando de experiências pessoais, podia falar-vos de várias. Por exemplo, experiências menos agradáveis como voos cancelados pela TAP sem que até a data tenha recebido os devidos reembolsos. É o que é e vale o que vale. Valerá a pena salvar esta companhia com a bandeira de todos nós? A ver …

Onde vamos parar?  Onde vai parar o futuro da aviação, quando em plena pandemia somos nós, como cidadãos, desencorajados de viajar, e as grandes áreas comerciais como Costco’s, Home Depots, Supermercados na província continuam a “atulhar” pessoas em nome da ganância? Creio que o vírus da Covid 19, só é permitido em espaços escolhidos e autorizados pelos nossos governantes.

Fiquem bem e cuidem-se 

Até já,

Cristina Da Costa/MS

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