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Conservadores dizem que orçamento não apresenta plano para reabrir economia em segurança

Os conservadores acusam o Governo de Trudeau de apresentar um orçamento sem estratégia e com gastos massivos que vão hipotecar o futuro das próximas gerações. O Conservative Shadow Minister of Finance, Ed Fast, diz que este é o orçamento com mais gastos na história do país e acusa os Liberais de não apresentarem um plano para reabrir a economia em segurança.

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Conservative Shadow Minister of Finance, Ed Fast. Crédito: DR.

Numa conferência de imprensa na terça-feira (20), Fast disse aos jornalistas que neste documento de mais de 700 páginas não existe esperança para as 500,000 pessoas que estão desempregadas e sublinha que Trudeau perdeu uma oportunidade para tornar a economia mais competitiva. Os Conservadores explicam que com este pacote americano de estímulos, as empresas canadianas vão ter dificuldades para, numa era pós-COVID-19, conseguir competir com as empresas americanas. Fast argumenta que os Conservadores conseguem apresentar um plano para controlar os gastos em 10 anos e diz que a proposta dos Liberais vai hipotecar o futuro de várias gerações. “Se não pararmos os gastos contínuos vamos queimar o futuro das próximas gerações. Os Conservadores prometem lutar para regressar ao equilíbrio fiscal e para parar os gastos”, adiantou.

O ministro-sombra conservador critica Trudeau por não apresentar um plano para melhorar a vacinação nas províncias e territórios e diz que os EUA já conseguiram vacinar muito mais pessoas do que o Canadá. “Em vez de apresentar um plano para proteger os canadianos, para fazer crescer a economia e criar postos de trabalho, os Liberais apresentaram um plano que obriga os canadianos a irem às urnas. Durante a pior crise de saúde desde que há memória e a maior crise económica desde a Grande Depressão é vergonhoso que o único trabalho de Justin Trudeau seja se proteger-se a si próprio”, afirmou.   

Durante a pandemia vieram a público notícias que davam conta que algumas empresas tinham abusado dos subsídios federais criados para apoiar empresas que tinham perdido grande parte das suas receitas devido à COVID-19. Mas para os Conservadores, o recado é claro. “Acredito que a grande maioria dos canadianos é honesto, mas existem sempre exceções. Nós sempre defendemos a existência destes programas, que fique bem claro, mas alguns deles foram mal concebidos no início e fizeram com que alguns abusassem do sistema. Os Conservadores lutaram por programas mais bem concebidos e por isso nós, como oposição, temos aqui algum crédito. Mas também alertámos para casos em que as empresas eram elegíveis para os programas e que devido a limitações no sistema não conseguiam aceder aos fundos”, explicou. 

Fast teme que com este orçamento mais empresas abandonem o país. “Os canadianos deveriam estar animados sobre a criação de postos de trabalho. Os impostos não são estimulantes para os empreendedores ficarem no Canadá”, referiu.

Os Conservadores dizem que o Canadá foi o único país a definir um intervalo de quatro meses entre a primeira e a segunda dose da vacina e garantem que a sua prioridade é trabalhar num plano para assegurar cuidados de saúde e postos de trabalho. “A falha dos Liberais em incluir também o apoio ao sistema de saúde do Canadá neste orçamento é repreensiva. Durante esta terceira vaga agressiva os Liberais gastaram quase metade de um trilião para serem re-eleitos e não gastaram nem um níquel para assegurar saúde aos canadianos”, sublinhou.

Os liberais precisam do apoio de pelo menos um partido federal para que o orçamento seja aprovado no Parlamento minoritário.

Joana Leal/MS

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