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Comunidade: Onde anda a nossa, “a Portuguesa”?

Podemos e devemos pensar neste caso que demonstra pouca união e todos devemos começar a preocupar-nos porque, a continuar assim, em pouco tempo não nos poderemos considerar uma comunidade. Comunidade é um nome feminino e, olhando para o nome, podemos associá-lo a vários sentidos – grupo local, onde se integram pessoas que representam um território geograficamente definido; uma região que tem para deixar uma herança cultural e histórica. Se a comunidade não estiver preparada para herdar a riqueza dessa determinada região, (como pode vir a acontecer…), para que lado estamos a remar?

Vejo a palavra comunidade como uma união constitutiva de uma sociedade produtiva e muito ampla. Quando digo ampla é no sentido mais produtivo e defensor das suas raízes – valorizar tudo o que nos deixaram. Não concordo quando se designa comunidade como algo onde se valorizam coisas que não têm nenhum sentido cultural. Eu sei, eu sei… estão a pensar – “lá vem ele com as opiniões que não se podem pôr em prática”, claro que se pode e deve! A nossa comunidade tem que se manter firme na divulgação dos usos e costumes e não na promoção própria de cada um, porque é isso que vai mostar uma comunidade defensora das suas tradições.

Meus caros leitores não se esqueçam que o termo “comunidade” é usado para denominar uma forma de associação, um grupo neutro em que os membros se encontram ligados uns aos outros por laços de simpatia, onde trocam conhecimentos do que de bom se pode fazer, em prol da sua própria região e não em prol de meia dúzia de caídos e perdidos que não sabem o que fazer nem como fazer, a não ser boicotar a qualidade. Assim sendo, qualquer grupo de seres humanos, pessoas, pode constituir uma comunidade.

É triste, mas já não há gente como antigamente. Onde está a nossa comunidade, afinal? Estamos na altura da celebração da Semana de Portugal e vejo pessoas/membros da organização com a boca seca de tanto passar informação para que as coisas sejam bem organizadas e, do outro lado, ignora-se, faz-se boicote… porquê? É isto a nossa comunidade?

Falemos de coisas sérias e verdadeiras.

Seria bom podermos dizer que a comunidade se decifraria assim, “C” CUIDADOSOS (aceitar desafios e mudanças), “O” OBEDIENTES (de coração aberto), “M” MOTIVADOS (para dar motivação a outros), “U” ÚTÉIS (de fácil entendimento/utilização), “N” NOBRES (sinceros e agradáveis uns com os outros), “I” IMAGINAÇÃO (termos ideias e ver as coisas para o futuro), “D” DIGNIDADE (ser disciplinados relativamente à realidade das coisas), “A” AUTÊNTICOS (verdadeiros, não imitar outros), “D” DEDICADOS (saber ocupar o seu lugar e dar mais de nós), “E” EXCELENTES (procurar ser perfeitos no que fazemos). “COMUNIDADE”, também gostava de a ver como um conjunto de pessoas que, embora tenha vivido e viva em lugares diferentes, pudesse partilhar as mesmas histórias, culturas, hábitos verdadeiros e com mais união. O que vejo é uma comunidade partida – uns a boicotar as ideias de outros porque não lhes trazem “tacho” (se repararem só se boicota a qualidade) e outros a defender o que não sabem, porque não conhecem as suas raízes/origens ou nem sequer têm qualquer sentimento de pertença.

Meus caros leitores, tudo isto para chegar ao final desta crónica e perguntar-vos – onde anda a tal comunidade que se diz excelente e, nesta altura, nem aparece para dar um empurrão e motivar quem assim tenta defender o que de bom ainda tem?

Viva Portugal e vamos todos para a festa.

Augusto Bandeira

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