Temas de Capa

À Maria Eduarda,

6 de dezembro de 2018.

Um dos dias mais felizes da minha vida – tudo porque tu chegaste. Mais uma menina para uma família já “recheada” deste sexo, que de fraco tem muito pouco. E tu, embora ainda muito pequenina, já és prova disso mesmo – não vais “em cantigas”, és muito senhora do teu nariz, fazes o que te apetece fazer e gostas pouco de ser contrariada. Mas ao mesmo tempo és uma menina muito doce, de sorriso fácil, que adora a música da “chucha” e que chora tantas das vezes tão e só unicamente porque sim… ou por um bocadinho de mimo, vá!

A nossa “duda”! Ou a “laranjinha” da bisavó Irene, a “nice” da mãe, a “godinha” do papá, a “queridinha” da tia Inês, a “bebéla” do tio André, a “miúda” do avô Otelo, o “amorzinho” da avó Nela…

Tu, Maria Eduarda, vieste tornar os nossos dias mais felizes, vieste trazer à nossa família um novo ânimo… Uma nova aventura para todos nós, que há já tanto tempo não enfrentávamos – uns há mais tempo que outros e, no meu caso, uma situação que nunca tinha vivido, por ser a mais nova e nunca ter tido a oportunidade de lidar com um bebé.

Nunca havia convivido com um ser tão pequenino – lembro-me bem que no primeiro dia que te vi, na maternidade, tive medo de te pegar. “E se a deixo cair?”, pensei. Mas a tua mãe, tranquila (e também demasiado cansada, convenhamos) não mostrava – ou tentava não o fazer – preocupação. Estava obviamente feliz por finalmente te ter ao lado dela e por ver que também os outros estavam delirantes com o teu nascimento.

Desde então temos acumulado todo o tipo de momentos: de felicidade, de descoberta, de aprendizagem, de orgulho e, claro, preocupação – porque também faz parte…

Não sei se o que sentimos neste momento é, de facto, preocupação… Até porque estás no melhor sítio onde poderias estar: com o papá e com a mamã. “Mas e se ela se esquece de nós?”, pensamos… Acredito que seja apenas um medo irracional.

Mas pensar que agora não te posso dar beijinho, um xi-coração apertado, brincar ao esconde-esconde contigo, dizer que não podes mexer na terra das plantas, dizer que és uma chatinha quando começas a choramingar por razão nenhuma, queixar-me das costas por passar muito tempo contigo ao colo,  (e por aí adiante…) é muito, muito difícil. É impossível negar. Se de um dia para o outro já deixavas saudades, imagina agora. Já nem conto os dias para não ser mais difícil… Só sei que já é muito tempo. Demasiado tempo!

Dizem e é bem verdade que apenas damos valor (ou pelo menos o devido) ao que temos quando nos vemos privados disso mesmo… Quem diria que teria de passar a ver-te à distância de um “FaceTime” ou de uma visita à varanda?

Mas aqui estarei para recomeçarmos a partir do ponto em que ficámos… Ainda tenho muito para te ensinar, Maria Eduarda! E tu a mim.

A tia ama-te muito, bebé. Até já!

Inês Barbosa/MS

Redes Sociais - Comentários

Artigos relacionados

Back to top button

DONATE NOW