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2019 deu muitas voltas e mexeu com muito cidadão Houve coisas positivas e negativas

Como todo o cidadão tem a sua opinião e somos livres de opinar, porque é sinal que estamos atentos, uma das coisas que a mim me surpreendeu muito pela negativa foi conhecer pessoas que conseguem ler o que não está escrito e ouvir o que não foi dito – isto vê-se na capacidade de algumas pessoas que nos rodeiam e muitas vezes ofendem outros pela falta de compreensão. Este foi o aspeto mais negativo do ano 2019 para a minha pessoa – conhecer pessoas que nada se tira das mesmas a não ser problemas, com a gravidade de prejudicarem terceiros pelo facto de conseguirem ler o que não está escrito e ouvir o que não foi dito.

Mas houve coisas com meio termo. O ano começou em grande, apreciado por muitos e nem tanto por outros, mas o objetivo foi alcançado: conseguir audiências, e a SIC aí trabalhou bem. Em Janeiro estreia o programa da Cristina na SIC, e o primeiro episódio consegue uma média de 650 mil espectadores que correspondeu a uma percentagem elevada e a apresentadora Cristina Ferreira é surpreendida com uma chamada em direto do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, felicitando-a pelo excelente programa. O presidente esteve mal. Era o primeiro programa e ainda não se sabia se ia ser excelente. Valentes foram um grupo de motoristas de matérias perigosas, ao fazerem greve. Quase paralisa o país ao iniciarem uma greve por tempo indeterminado para reivindicar um aumento dos salários e melhores condições de trabalho – alguns aeroportos foram obrigados a recorrer às reservas de emergência, faltou combustível em centenas de bombas de gasolina do país. Como se verificou, não faz falta muita gente para colocar os governantes em sentido. Triste foi um autocarro de turismo despistar-se na Madeira, caindo sobre uma habitação, que provocou 29 vítimas mortais, todas de nacionalidade alemã. Ficou marcado um dia que para as famílias nunca será esquecido depois de se terem despedido dos mesmos para umas curtas férias das quais não regressaram. Nada surpreendente foi nas eleições europeias atingir-se um nível recorde de abstenção eleitoral (69,3%), mas surpresa foi o PAN conseguir eleger pela primeira vez um eurodeputado: na altura foi tipo um efeito-surpresa ao xadrez político. A direita (PSD e CDS) como a esquerda (CDU) sofrem derrotas, o PS ganhou mais um assento parlamentar, para mim uma surpresa depois de no final do mandato nada ter feito e os próprios deputados aparecerem com notas negativas em relação à sua dedicação. Mais surpreendente ainda foi a a vitória do Partido Socialista nas eleições legislativas de 6 de outubro. Depoisdo trabalho da geringonça, pessoalmente não esperava, como nunca acreditei em sondagens para mim foi uma surpresa. Se o Partido Social Democrata tivesse dado início aos trabalhos mais cedo e com a adrenalina que teve durante a campanha, tinha ganho as eleições, mas fiquei surpreendido com a estreia no Parlamento de três novos partidos: a Iniciativa Liberal, o CHEGA e o LIVRE, cada um elegendo um deputado. O CHEGA já joga cartas e sempre com um trunfo na mão, aos poucos coloca o primeiro-ministro em sentido. 2019 também tocou com tristeza na cultura portuguesa: perderam-se cidadãos de excelência como Maria Alberta Menéres, jornalista e escritora portuguesa, Augustina Bessa-Luís, Fernando Grade entre outros, que colocaram o país de luto com o seu falecimento.

Outras me surpreenderam, mas o papel no jornal é pouco e não posso deixar passar um acontecimento fora do nosso Portugal que me chamou à atenção, na Finlândia, a nova primeira-ministra com apenas 34 anos lidera uma coligação de centro-esquerda de cinco partidos, todos chefiados por mulheres. Duas delas são ainda mais jovens que a primeira ministra. Ela, Sanna Marin, lidera os  sociais democratas. Ainda integram a aliança governamental o Partido do Centro liderado por Katri Kulmuni, 32 anos; os Verdes de Maria Ohisalo, 34 anos; a Aliança de Esquerda de Li Anderson, 32 anos; e o Partido Popular Sueco da Finlândia de Anna-Maja Henriksson, 55 anos.

Será que o mundo se vai tornar feminista? Se conseguem ser mais líderes e responsáveis que os masculinos, força e parabéns para elas.

Augusto Bandeira

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