Portugal

Técnicos de socorro criticam héli para Santana

Os técnicos voluntários de proteção e socorro questionam o uso do helicóptero do INEM para transportar Santana Lopes e falam de decisão discriminatória para com outros acidentados.

Num comunicado, a Associação de Proteção e Socorro (APROSOC) critica os “critérios de decisão de helitransporte da vítima em causa, por entender serem discriminatórios de inúmeras outras vítimas que todos os anos sofrem semelhantes acidentes e apresentam semelhantes queixas, e a quem o sistema não disponibiliza o mesmo tipo de assistência”.

Segundo esta associação,”um dos critérios apresentados para justificar o helitransporte, é precisamente um dos critérios que não recomenda o helitransporte” do ex-primeiro-ministro e líder do partido Aliança.

Num texto colocado no perfil do Facebook, a APROSOC critica ainda o facto de, após o desencarceramento, haver ambulâncias no local que podiam ter levado Santana Lopes para o hospital de Coimbra.

Estes técnicos lamentam que, “com base nos relatos disponíveis, a vítima em causa tenha estado aparentemente mais de uma hora no local do acidente” e dizem não compreender tal, já que “a vítima foi rapidamente desencarcerada e havia ambulâncias disponíveis para o transporte”.

Esta reação surge na sequência da chuva de críticas que o INEM recebeu no seu perfil no Facebook, como deu conta o JN na terça-feira, após o uso do meio mais pesado de emergência médica – o helicóptero. Ao JN, a porta-voz do Instituto de Emergência Médica garantiu que a decisão foi tomada com base na “avaliação clínica feita pelas equipas médicas no local”.

Porém, ainda no local do acidente, o comandante dos bombeiros de Pombal, Paulo Albano, admitiu que quer Pedro Santana Lopes, quer Paulo Sande, o cabeça de lista do Aliança às europeias, se tratavam de feridos ligeiros.

Jornal de Notícias


Autor(a):
Fonte:

Redes Sociais - Comentários

Tags
Mostrar mais

Artigos relacionados

Back to top button

Close
Close