Portugal

Rejeitada providência cautelar contra Festa do Avante

Rejeitada providência cautelar contra Festa do Avante - Milenio Stadium - PortugalO Tribunal Cível de Lisboa indeferiu o pedido de uma providência cautelar que deu entrada no Tribunal do Seixal para travar a Festa do Avante, que começa no dia 4 e termina a 6 de setembro, na Quinta da Atalaia.

O empresário Carlos Valente, autor da providência cautelar, foi quem anunciou a decisão em nota enviada às redações, esta quinta-feira.

“O que fundamentou o indeferimento nesta data do procedimento cautelar, foi considerado pelo digníssimo magistrado que se exigiria da parte do requerente um maior detalhe na indicação de factos concretos conducentes ao risco de um agravamento da pandemia”, diz o também candidato do PSD ao município de Moura em 2013.

Carlos Valente lamenta o desfecho e diz que vai manter a “atenção como cidadão ao que poderá ocorrer durante e após tal momento festivo e que poderá provocar danos económicos e de saúde pública”.

“Não há diferença entre o Meo Sudoeste e a Festa do Avante”

A 25 de agosto, Carlos Valente disse ao JN que a providência cautelar nada tem de político. “Em nome pessoal, entendi como ato de cidadania travar a atividade económica, não a política, da festa do Avante”.

O empresário de 50 anos, que é também presidente do Palmelense há um ano, concorda com as medidas restritivas à realização de festivais e outras concentrações para impedir a propagação do covid-19e mostra “indignação” por a festa do Avante se realizar.

Aquele empresário palmelense considera mesmo que “se os privados estão impedidos de realizar as atividades económicas, a organização do Avante também tem que o fazer, já que afinal, não há diferença entre o Meo Sudoeste e a Festa do Avante”.

Carlos Valente foi até 2013 diretor geral de uma marca de equipamentos de som e desde então é o distribuidor em Portugal. O empresário salientou na providência cautelar que não está contra atividade política, mas sim a atividade económica na Festa do Avante e considera que a palavra chave é a “coerência”.

JN

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