Portugal

Pessoas com trissomia 21 entram para os grupos prioritários de vacinação

A diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, durante a conferência de imprensa diária para atualização de informação relativa à infeção pelo novo coronavírus (covid-19), na Direção-Geral da Saúde, em Lisboa, 05 de janeiro de 2021. Portugal contabiliza hoje mais 90 mortes relacionadas com a covid-19 e 4.956 novos casos de infeção com o novo coronavírus, segundo a Direção-Geral da Saúde (DGS). ANDRÉ KOSTERS/POOL/LUSA

As pessoas com trissomia 21 e que tenham mais de 16 anos vão ser inseridas no lote de grupos prioritários para a vacinação contra a covid-19, confirmou a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas.

Em declarações prestadas numa conferência de imprensa realizada no Ministério da Saúde, em Lisboa, a responsável pela Direção-Geral da Saúde (DGS) sublinhou que há um impacto real da doença provocada pelo novo coronavírus nesta população e que a proposta para a sua inclusão mereceu o aval da “task force” coordenadora do plano de vacinação e do gabinete do secretário de Estado Adjunto e da Saúde, António Lacerda Sales.

“Questionados sobre se a Trissomia 21 devia ou não ser incluída nos grupos prioritários, fomos fazer uma análise ao impacto desta doença no internamento e na mortalidade e tendo concluído que sim, que impacta, pelo menos em Portugal e noutros países, obviamente fizemos essa proposta à ‘task force’ e ao gabinete do secretário de Estado e a proposta foi bem acolhida”, frisou a diretora-geral da Saúde.

Segundo Graça Freitas, em causa estarão cerca de 3.500 pessoas com esta condição e uma idade acima dos 16 anos, embora a população total com Trissomia 21 corresponda a “cerca de 6.000 pessoas”, mas que não podem ser neste momento vacinadas face ao licenciamento das atuais vacinas apenas a partir de determinada idade: 16 anos para a vacina da Moderna e 18 anos para as vacinas da Pfizer/BioNTech e Oxford/AstraZeneca.

“Estamos abertos a poder analisar outros grupos que vão sendo propostos, quer no âmbito de reduzir morbilidade e mortalidade, quer noutros âmbitos, nomeadamente, acrescentar resiliência à sociedade. Sendo um plano estabilizado nas suas linhas mestras, pode e deve sofrer ajustes em função das necessidades do país”, acrescentou Graça Freitas, abrindo a porta à inclusão de outras condições clínicas entre os grupos prioritários para a vacinação.

JN

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