Portugal

Navio cruzeiro chegou a Lisboa e 1300 passageiros vão ser repatriados

As autoridades portuguesas iniciaram uma operação de repatriamento de mais de 1300 passageiros que chegaram, este domingo, a Lisboa num navio de cruzeiro, dos quais 27 portugueses, no âmbito das medidas de combate à Covid-19.

De acordo com uma nota do Ministério da Administração Interna (MAI), o navio de cruzeiro MSC Fantasia, proveniente do Brasil, chegou este domingo a Lisboa com 1338 passageiros, dos quais 27 são cidadãos portugueses.

O MAI refere que os restantes passageiros são provenientes de 38 países (maioritariamente da União Europeia, Reino Unido, Brasil e Austrália), decorrendo a operação “em articulação com diversas embaixadas destes países”.

A operação conjunta pretende fazer “cumprir as determinações vigentes, de modo a assegurar a saúde pública”, determinadas pelo estado de emergência, e decorrerá ao longo dos próximos dias.

“O navio acostou esta manhã no Porto de Lisboa e os passageiros permanecem no navio para a realização de todos os procedimentos previstos para o desembarque, designadamente a autorização por parte da autoridade de saúde”, acrescentou o ministério.

Segundo o MAI, os 27 cidadãos portugueses e os titulares de autorização de residência em Portugal farão os testes de despistagem do vírus SARS-CoV-2 este domingo à tarde, “podendo desembarcar se os resultados forem negativos”.

As autoridades de saúde no local irão prestar a estes passageiros “informações sobre o estado de emergência em vigor e a necessidade de quarentena”.

“A partir de terça-feira, e depois de verificados todos os procedimentos de autorização por parte da autoridade de saúde, desembarcarão os restantes passageiros do navio, que, em trânsito, serão escoltados ao aeroporto Humberto Delgado, para voos humanitários de regresso aos seus países de origem”, explicou.

Na operação participam a Direção Geral dos Assuntos Consulares e das Comunidades Portuguesas, o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, a Autoridade Nacional da Aviação Civil, a Direção Geral da Saúde, a Polícia de Segurança Pública, a Polícia Marítima, a Autoridade Tributária e a ANA – Aeroportos de Portugal.

A proibição do desembarque de passageiros de navios de cruzeiro, exceto dos residentes em Portugal, foi uma das medidas decretadas pelo Governo aquando da declaração do estado de alerta, em 12 de março.

JN

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