Portugal

Modelo inovador de triagem lançado para lares e hospitais

Um procedimento inédito para o rastreio à Covid-19 foi lançado, esta terça-feira, no Hospital da Cruz Vermelha, em Lisboa. A “triagem smart” é esta semana alargada aos lares.

A “triagem smart” permite aferir se um utente padece de alguma infeção viral para, e só em caso afirmativo, realizar depois o teste ao vírus SARS-Cov-2. Em sete minutos, um utente que se submeta à triagem inteligente poderá saber se tem alguma infeção viral no organismo. O método inovador permite poupar recursos no rastreio.

O ministro da Ciência e Ensino Superior, Manuel Heitor, que classifica o método como “verdadeiramente inovador ao nível europeu”, anunciou que a “triagem smart” será alargada a vários pontos do país e espera que possa ser exportada para outros países, nos próximos meses e anos.

O acesso à “triagem smart” é feito através de uma app, onde se responde a um questionário médico e se insere o código da prescrição à Covid-19 passada pelo médico de família ou SNS24. No Hospital da Cruz Vermelha Portuguesa e sem sair do carro, o paciente segue o circuito até à Unidade Modular de Campanha montada para o efeito, onde lhe é feita uma colheita de sangue para a análise de parâmetros bioquímicos.

“Desde a picada na ponta do dedo para a colheita de sangue até ao final do circuito são sete minutos”, explica o presidente da Cruz Vermelha Portuguesa, Francisco Jorge. Esta triagem “permite saber se o utente tem ou não uma infeção de natureza viral”, acrescenta.

A “triagem smart” também será aplicada nos lares de idosos assinalados pela Segurança Social, através de uma unidade móvel da Cruz Vermelha. Segundo a ministra do Trabalho e da Segurança Social, o novo método chega a estas instituições esta semana, para “minimizar os riscos desta população mais frágil”. Este programa “preventivo serve para identificar possíveis casos positivos de infeção e garantir que essas situações têm depois uma resposta de isolamento”. Segundo, Ana Mendes Godinho também já está a ser aplicado nalguns hospitais do Porto. “Este programa é para todo o país”, diz a governante.

A “triagem smart” resulta de um esforço coletivo de empresários, técnicos, enfermeiros, universidades e da Cruz Vermelha e da colaboração dos ministérios do Trabalho, da Ciência e da Saúde.

JN

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