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Ministra sobre testes rápidos: “Utilização ainda não está recomendada para casos de infeção”

 

Ministra sobre testes rápidos: "Utilização ainda não está recomendada para casos de infeção"
A ministra da Saúde, Marta Temido, intervém durante a conferência de imprensa diária sobre o novo coronavírus (covid-19), realizada no Ministério da Saúde, em Lisboa, 18 de setembro de 2020. Em Portugal, registaram-se 1894 mortes e 67.176 infeções confirmadas, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde (DGS). RODRIGO ANTUNES/POOL/LUSA

Os testes rápidos que estão a ser preparados pela Cruz Vermelha Portuguesa ainda estão a ser avaliados pelo Ministério da Saúde. Marta Temido referiu esta quarta-feira em conferência de imprensa que ainda está a ser ultimadas as circunstâncias em que estes testes podem ser utilizados.

“A utilização destes testes ainda não está recomendada para casos de infeção à Sars-CoV-2”, disse a governante em resposta aos jornalistas. Marta Temido realçou que os testes rápidos têm baixa sensibilidade em assintomáticos ou pessoas com baixa carga viral do novo coronavírus.

O tema está a ser tratado com especial atenção pelo Governo, com um conjunto de peritos, já que o mercado dos testes rápidos está “dinâmico” e vários países europeus já os utilizam em determinados contextos. Em Itália, por exemplo, os testes rápidos são usados em portos e aeroportos e na Bélgica, os testes negativos são sempre confirmados com um teste regular à covid, cujo resultado demora aproxidamente 24 horas.

Uma das preocupações, que a ministra da Saúde expôs, prende-se exatamente com os falsos negativos, ou seja, pessoas que testam negativo à covid-19, mas que afinal podem estar infetadas. “Temos de definir as circunstâncias em que podem ser utilizados”, afirmou Marta Temido em conferência de imprensa.

A apreciação dos peritos, em conjunto com o Ministério da Saúde, deverá ser conhecida no final desta semana.

JN

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